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No coração do torcedor, o Paysandu nunca cai

Em clima de frustração, mas com amor inabalável, bicolores se reuniram na Curuzu para apoiar o Papão e pedir renovação total no clube após a queda à Série C. Foto: Wagner Almeida

Mesmo sem chances de escapar do rebaixamento à Série C, o Paysandu movimentou a Curuzu, no bairro do Marco, na noite deste domingo (9), mas em clima morno. O duelo diante do Coritiba, válido pela 36ª rodada da Série B, transformou o jogo em um mero cumprimento de tabela.

Entre churrascos sendo preparados e vendedores organizando cervejas, a conversa era uma só: a frustração com a campanha do Papão, que amarga a lanterna da competição com apenas 27 pontos, após 26 rodadas e afundado na lanterna da competição.

O vigilante Fabiano Silva, de 44 anos, foi um dos que atravessaram a cidade para ainda acompanhar o time do coração, saindo do Tapanã. “Apesar da situação do time está ruim, numa situação que a gente já sabe que não dá para reverter, a paixão fala mais forte. Quem ama o clube vem, paga, vem prestigiar, vai cobrar até o último minuto”, disse.

Reestruturação e Expectativas para o Futuro

Torcedor desde criança, Fabiano diz que herdou o amor pelo Papão do pai e acredita que o momento deve servir de ponto de virada. “A esperança para o ano que vem é a reformulação do clube, com uma nova diretoria. Essa diretoria, para mim, não fez um bom trabalho. O [Carlos] Frontini foi um bom gestor, mas teve no meio quem não entendesse de futebol. As contratações foram ruins, inesperadas, e o time ficou o campeonato inteiro na zona. Precisa de uma reformulação geral no clube, entre jogadores e diretoria, para tentar voltar pra Série B”, opinou.

Entre os ambulantes, o sentimento também foi de desânimo. Acostumado com bastante movimento, Daniel Santos, de 27, já vende espetinhos na porta do estádio há longos anos. “Hoje está abaixo, né? Devido ao Paysandu estar lá embaixo”. Mesmo sem muita fé na recuperação, ele arriscou um palpite: “1×0 pro Paysandu já estaria bom. Mas tem que mudar muita coisa aí”.

Curuzu de fé: torcida do Paysandu transforma rebaixamento em ato de amor. Fotos: Wagner Almeida

O Sentimento da Torcida e a Paixão pelo Time

Entre os torcedores mais antigos, a funcionária pública Sônia Marinho, de 66 anos, resumiu o sentimento coletivo. “Eu gosto tanto desse time que eu nem sei falar, porque é uma paixão mesmo. Eu estou um pouco triste por causa dessa situação, mas nós vamos sair dessa”, afirmou. 

Entre os torcedores mais antigos, a funcionária pública Sônia Marinho, de 66 anos, resumiu o sentimento coletivo. Foto: Wagner Almeida

Apesar do amor, Sônia confessou que a noite tinha outro propósito. “Hoje eu quero que ele perca. A gente veio para ajudar o time, não para torcer por vitória. Eu pago meu sócio todo ano e vou renovar. Venha aqui que você vai me ver de novo”, garantiu, rindo.

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