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“A palavra casou comigo”: Givanildo explica por que a liderança de capitão facilitou o sucesso como treinador

Nascido e radicado em Pernambuco, Givanildo, multicampeão como treinador em Remo, Paysandu e outros clubes, começou sua carreira no Santa Cruz Foto: Divulgação

Em uma entrevista reveladora ao canal “Museu da Pelada”, Givanildo Oliveira – nome consagrado no futebol nacional tanto como jogador quanto por sua longa e vitoriosa carreira como treinador – revisitou o início de sua trajetória no Recife, as grandes campanhas no Sudeste e como sua liderança nata o empurrou para a beira do campo.

Nascido e radicado em Pernambuco, Givanildo, multicampeão como treinador em Remo, Paysandu e outros clubes, começou sua carreira no Santa Cruz por volta dos 19 anos, ainda na categoria Juvenil (hoje Juniores). Após um bom campeonato juvenil, foi integrado rapidamente ao elenco profissional.

O ápice de sua passagem pelo Tricolor do Arruda ocorreu quando ele fez parte do time considerado o melhor da história do Santa Cruz, conquistando o pentacampeonato pernambucano por cinco anos seguidos. Givanildo recorda que o time era “muito bom mesmo” e forte, contando com jogadores como Cuíca, Fernando Santana, Ramon, Luciano (o ‘Veia’, que também foi para o Corinthians), e Erb, que completava o meio de campo ao seu lado.

Suas boas atuações impulsionaram o Santa Cruz a fazer “boas campanhas no Brasileirão”, que na época chegava a ter até 80 clubes.

A Chegada ao Eixo Rio-São Paulo e a Final Perdida

Em 1976, Givanildo foi vendido para o Corinthians, onde permaneceu por dois anos. Ele chegou ao Parque São Jorge sob o comando de Osvaldo Brandão, o mesmo treinador que o levaria para a Seleção Brasileira.

No Corinthians, ele participou da campanha que levou o time à final do Campeonato Brasileiro de 1976, disputada no Beira-Rio contra o Internacional. Apesar da derrota por 1 a 0 (com gol de Falcão, se não se engana), Givanildo garante que o Corinthians fez uma “campanha muito boa”.

Givanildo relembrou que o Internacional era um time “bem arrumado”, com Falcão, Carpegiani e Caçapava. Ele destacou que a rivalidade era intensa, citando inclusive que a torcida gaúcha “perturbou” o clube do Corinthians na noite anterior à final.

O volante também participou da conquista do Campeonato Paulista de 1977, que encerrou o jejum corintiano. No entanto, Givanildo não conseguiu jogar a final contra a Ponte Preta, precisando ser substituído devido a problemas de garganta. Depois do Corinthians, ele jogou no Fluminense e retornou ao Sport.

O Volante que Virou Treinador na Poltrona do Avião

A característica mais decisiva para a mudança de carreira de Givanildo foi sua liderança. Ele revelou que sempre foi capitão e tinha uma influência que fazia com que diretores e treinadores o consultassem sobre as contratações e a situação dos jogadores.

O convite para a beira do campo, contudo, veio de forma dramática. Após uma partida pelo São Paulo, durante uma viagem de avião (momento que lhe causa pavor), o presidente do clube o abordou, aproveitando que ele estava isolado.

“A gente tá sem treinador… a gente queria saber se você quer assumir com o treino”.

Givanildo relutou, pois, apesar de já estar nos 30 e pensando no fim da carreira, ele havia acabado de ser eleito o melhor em campo. A diretoria, no entanto, insistiu na sua capacidade, citando sua liderança e o respeito que os jogadores tinham por ele.

O primeiro clube que ele treinou foi o Sport. Em seguida, ele destacou as conquistas iniciais, sendo campeão sergipano pelo Confiança e campeão pelo ABC de Natal. Givanildo conclui que gostou muito de ter sido jogador, mas que a carreira de técnico “casou” com seu estilo e liderança. Ele atribui a sua sorte na carreira de técnico ao respeito recíproco que tinha com os atletas.

O Craque Mais Difícil e a Ausência na Seleção

Questionado sobre os adversários mais difíceis de marcar, Givanildo elegeu Falcão (Internacional), citando-o como um “camisa 10 jogando cinco”. Ele lembra que Falcão atacava e fazia gols, e que esse estilo de jogo lhe serviu de inspiração.

Sobre a Seleção Brasileira, Givanildo chegou a disputar Eliminatórias. Ele manifesta a crença de que seria convocado para a Copa do Mundo de 1978, mas a troca de comissão técnica — com a saída de Brandão e a entrada de Cláudio Coutinho — resultou em sua retirada da lista. Givanildo sugere que, se jogasse em um clube do eixo Rio-São Paulo-Rio Grande do Sul, sua permanência seria mais provável.

Aposentado e Tranquilo em Olinda

Hoje, Givanildo Oliveira vive em Olinda. Ele chegou a tentar atuar como diretor de futebol no Santa Cruz, mas se afastou da função após presenciar situações que não batiam com seus princípios. Atualmente, ele se declara aposentado e tranquilo

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