No primeiro dia da Cúpula dos Líderes da COP30, muito foi esperado sobre a apresentação e os debates entre representantes de potências globais e uma foi destacada pelo governador do Pará, Helder Barbalho.
Segundo o gestor, a não participação dos Estados Unidos no evento realizada em Belém se deve à postura negacionista do país em questões ambientais. Durante entrevista à GloboNews, o político defendeu que a ausência americana reflete uma política climática contrária aos acordos internacionais, não relacionada ao local do evento.
Governador do Pará diz que Estados Unidos não participam da COP30 pois país “defende negacionismo ambiental”. “É natural, em um mundo tão polarizado ideologicamente, que tenhamos dificuldade de colocar numa mesma mesa tamanha diversidade de opiniões”, disse Helder Barbalho.… pic.twitter.com/CZFufLQoRJ
— GloboNews (@GloboNews) November 6, 2025
A declaração do governador ressalta que países com histórico de ceticismo climático comprometem as discussões globais sobre sustentabilidade. A posição americana contrasta com a necessidade urgente de ações coordenadas entre as nações para combater as mudanças climáticas.
Reconhecimento às Nações participantes
Em contraste às ausências, Helder Barbalho destacou a relevância da participação chinesa na conferência, considerada fundamental nos debates e acordos climáticos devido ao status do país como grande emissor de gases poluentes. Além disso, o governador enfatizou a importância da presença europeia no evento.
O político ressaltou especialmente a participação de nações insulares, que enfrentam ameaças diretas do aumento do nível do mar. Estes países demandam medidas urgentes para evitar possível desaparecimento de seus territórios.
Parceria tecnológica com a Califórnia
Mesmo criticando a postura federal americana, o governador celebrou a presença de entidades subnacionais como o estado californiano. Um acordo de cooperação será firmado no dia 12 de novembro durante a COP 30.
Deste modo, a parceria visa estabelecer o “Vale Bioamazônico de Tecnologia”, projeto inspirado no modelo do Vale do Silício. A iniciativa focará no desenvolvimento de tecnologias voltadas para biodiversidade e inovação sustentável na região amazônica.
Avaliação do Fundo Florestas para Sempre
O governador elogiou a criação da iniciativa brasileira “Florestas para Sempre”, classificada por ele como conquista nacional significativa. Contudo, questionou a adequação do valor de US$ 4 por hectare proposto pelo fundo.
Barbalho defendeu que os estados devem desenvolver estratégias próprias para comercializar créditos de carbono. O Pará possui mais de 200 milhões de toneladas em processo de verificação, com potencial de gerar R$ 40 bilhões até 2027.
Mudança na percepção climática
Por fim, o político observou transformação na consciência populacional sobre crises ambientais, impulsionada por eventos extremos recentes. A tragédia no Rio Grande do Sul e prejuízos econômicos locais contribuem para esta mudança de perspectiva.
Segundo ele, mesmo pessoas anteriormente céticas quanto às mudanças climáticas começam a compreender a relação entre preservação florestal e produtividade. Assim, a conexão entre cobertura vegetal, precipitação e produção agrícola torna-se mais evidente para diversos setores da sociedade.
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