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R$ 10 milhões a menos: Papão encara buraco milionário após queda

Roger Aguilera – Foto: Jorge Luis Totti/PSC

Faltando dois meses para o fim da temporada, o Paysandu já enfrenta uma grave crise financeira. O clube não conta com dinheiro em caixa para honrar a rescisão contratual com os jogadores que não interessam para 2026. Mas, o baque financeiro só está começando. A tendência é que a situação se agrave em razão da queda do time à Série C do Brasileiro da próxima temporada e, também, do suposto pedido de antecipação de cotas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) referentes a competições que o clube vai disputar no ano que vem. Entre elas a Copa do Brasil.

A diferença de cota entre as Série B e C, este ano, é de mais de R$ 10 milhões. Uma senhora grana. Dinheiro vindo da CBF e dos contratos de transmissões dos jogos, valor que pode chegar a R$ 11.5 milhões dependendo do acordo entre os blocos da Liga Forte União (LFU) e da Libra. Afora esse valor, os clubes ainda embolsam bônus no final da competição, que pode aumentar o valor recebido pelos participantes da Segundona. Na Série C a realidade é bem diferente.

Impacto Financeiro da Queda para a Série C

Cada clube da Série C recebe da CBF apenas R$ 1.2 milhão de cota. As equipes que avançam ao quadrangular final do campeonato recebem um pouco mais, já que recebem um acréscimo de R$ 312,5 mil, com o valor total chegando a R$ 1.5 milhão. O valor é disparadamente inferior ao que é pago pela Série B. Não bastasse a diferença nas cotas de transmissão e premiações, o Paysandu deve sentir o impacto, também, na receita de patrocinadores, em razão da menor  visibilidade da Série C, bilheteria e sócio-torcedor em razão dos jogos de qualidade técnica inferiores aos da Série B.   

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