O ex-executivo do clube, Felipe Albuquerque, de péssima lembrança para a Fiel bicolor, dividiu com o presidente Roger Aguilera a missão de elaborar e executar o projeto de montagem do elenco do Paysandu para 2025. Se é que em tal planejamento tenha existido. O certo, porém, é que o resultado final da criação acabou fazendo lembrar a obra de Mary Shelley, autora de Frankenstein. Mas, se o livro da escritora britânica é um clássico mundial, o elenco bicolor de clássico não tem nada. Muito ao contrário, é o pior já utilizado pelo clube em sua história, como o monstro criado pelo cientista Victor Frankenstein, personagem da publicação literária.
O resultado da desastrosa empreitada bicolor está na participação do clube na temporada, quando disputou cinco competições – Supercopa Grão Pará, Copa Verde, Parazão, Copa do Brasil e Série B do Brasileiro –, ganhando apenas os dois primeiros torneios de pequena importância. As conquistas, porém, acabaram por induzir Albuquerque e Aguilera a acreditar que o clube estava no “caminho certo” como chegou a declarar o executivo, após o empate (1 a 1) diante do CRB-AL, pela 5ª rodada do Brasileiro, cinco dias depois do título da Copa Verde.
“Com toda certeza, uma vitória desse tamanho, da maneira como aconteceu, traz muita confiança. Porque o elenco a gente sabe que é qualificado”, afirmou Felipe Albuquerque. “A vitória em Goiânia, da maneira como aconteceu, com a repercussão que teve, nos traz confiança”, completou. Tal confiança, no entanto, ficou apenas na cabeça do ex-funcionário bicolor, que hoje cobra cerca de 500 mil do clube pelos “relevantes” serviços prestados à agremiação, que em 2026 estará na Série C em razão da qualidade do elenco que tem na Série B.
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