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domingo, março 15, 2026

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Crianças e adolescentes exigem protagonismo real na COP 30

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Em audiência realizada na Comissão da Amazônia e Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (30), jovens entre 11 e 17 anos reivindicaram participação efetiva nas negociações da COP 30 — marcada para acontecer em Belém (PA).

Durante o encontro, estudantes que participaram da “Minicop” — iniciativa realizada pela escola Classe da Vila do Boa, no DF — apresentaram projetos concretos de base comunitária e pediram que suas ideias fossem incorporadas às políticas públicas voltadas ao clima.

 “É muito importante que as crianças possam pensar e falar sobre o meio ambiente, porque nós temos esperança, E acreditamos que os adultos precisam nos ouvir”, afirmou Yohana Carvalho da Silva.

Outra participante de 11 anos, Evely Lorane Alves, ressaltou que “não importa a idade para começar a mudar o mundo” e cobrou melhorias de infraestrutura em sua comunidade.

Diretrizes e compromissos

A deputada Erika Kokay (PT-DF), autora do pedido para a audiência, ressaltou que crianças e adolescentes devem ser reconhecidos como “sujeitos de direito, com prioridade absoluta”, conforme a Constituição.

No âmbito do governo federal, a coordenadora-geral de Enfrentamento ao Trabalho Infantil, Verena Fadul dos Santos Arruda, anunciou que a COP 30 será a primeira edição do evento com uma matriz de proteção integral para crianças e adolescentes, fruto de articulações em Belém.

Protagonismo, urgência e ação local

Os jovens insistiram que o debate climático não pode ser adiado para “algum dia no futuro”. Suas falas enfatizaram que, embora sejam impactados a longo prazo pelos efeitos das mudanças climáticas, sua vivência e experiência já são importantes agora. Eles utilizaram as iniciativas locais — como a preservação de um córrego que ajudou a conter incêndio em sua comunidade — como exemplos de ação concreta e transformadora.

O caminho à frente

Além de reivindicarem espaço nas negociações da COP 30, os participantes defenderam que suas percepções sejam incorporadas ao sistema de educação ambiental, às políticas de justiça climática e aos processos de escuta ativa nas comunidades. Entidades que promovem o protagonismo juvenil, como o Instituto Alana, apontaram que as referências às crianças nas decisões das Conferências da ONU saltaram de apenas duas entre 1992 e 2010, para 77 entre 2018 e 2024.

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