Durante uma sessão da Câmara Municipal de Cuiabá (MT), a vereadora Katiuscia Mantelli (PSB) simplesmente não conseguiu seguir o protocolo: interrompeu a leitura e caiu na risada. O motivo? Um projeto de lei que, convenhamos, parecia saído de uma esquete de comédia.
A proposta, apresentada pelo vereador Rafael Ranalli (PL), queria proibir o atendimento médico-hospitalar de bebês reborn — sim, aqueles bonecos hiper-realistas — nas unidades públicas de saúde.
Segundo o autor, havia relatos de pessoas que, em algumas cidades do país (e até do estado), tentaram usar os bonecos para furar a fila do SUS. A intenção, ele explicou, era evitar que o sistema público fosse confundido entre o atendimento pediátrico e o teatrinho de faz-de-conta. Para esses casos, o vereador sugeriu que os “pais” dos bonecos fossem encaminhados ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
O projeto, no entanto, não colou. A Comissão de Constituição e Justiça já havia dado parecer pela rejeição — e o plenário acompanhou o bom senso (ou a gargalhada): foram seis votos pela rejeição e quatro contrários.
Em resumo: o texto foi arquivado, os vereadores se recuperaram das risadas, e os bebês reborn continuam sem vaga no SUS — mas com uma boa história para contar.
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