O ex-presidente Fernando Collor justificou ao Supremo Tribunal Federal o motivo de ter permanecido por 36 horas com a tornozeleira eletrônica desligada: o equipamento teria simplesmente descarregado — e ele não percebeu. Em ofício encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, a defesa afirmou que o episódio “não passou de um incidente involuntário”, afastando qualquer hipótese de descumprimento deliberado das medidas impostas. Segundo os advogados, o aparelho fora instalado com a informação de que a bateria duraria de 24 a 72 horas sem necessidade de recarga — o que, claramente, não se confirmou.
Ainda conforme a defesa, a tornozeleira não emitiu sinais sonoros ou luminosos que indicassem o baixo nível de carga. Collor, dizem, “ainda se adaptava aos novos procedimentos e rotinas de cuidado” exigidos pela prisão domiciliar.
O equipamento ficou sem funcionamento entre as 9h05 do dia 2 de maio e as 21h23 do dia 3 — justamente nos primeiros dias da execução da pena. O fato só foi comunicado ao STF neste mês, levando Moraes a cobrar explicações.
Para sustentar a versão de que tudo não passou de uma falha técnica, a defesa anexou conversas entre o assessor de Collor e o Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas, nas quais se vê que, ao ser notificada a falha, a tornozeleira foi “imediatamente colocada para carga”.
Em suma: segundo a defesa, não houve má-fé — apenas uma bateria que, por alguma razão, não resistiu ao peso da história.
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