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sexta-feira, março 13, 2026

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Mesmo em queda, preço do café segue alto com aumento de mais de 50% em Belém

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Mesmo após três meses consecutivos de redução, o café continua pesando no bolso do consumidor paraense. Segundo levantamento do DIEESE/PA, o preço médio do produto comercializado em supermercados de Belém teve nova queda em setembro de 2025, mas ainda acumula alta expressiva de 54,05% nos últimos 12 meses — índice muito acima da inflação oficial do período, estimada em 5,15%

O estudo aponta que, embora o valor da Cesta Básica de Belém tenha recuado no último mês, ela ainda custou R$ 672,84, comprometendo quase metade do salário mínimo nacional de R$ 1.518,00. Entre os 12 itens avaliados, o café apresentou nova queda mensal de 1,32% — sendo vendido, em média, a R$ 70,11 por quilo em setembro, ante R$ 71,05 em agosto.

Contudo, o produto segue entre os alimentos com maior aumento acumulado no ano: 40,16% de janeiro a setembro de 2025. Em setembro de 2024, o quilo custava R$ 45,51, encerrando 2024 em R$ 50,02 e iniciando 2025 a R$ 54,57

Tendência de recuo após meses de alta

A sequência de reduções nos preços começou em julho, após meses de elevação contínua desde o início do ano. A estabilização parcial é explicada pela menor demanda interna, resultado dos altos preços no varejo, e por ajustes pontuais no mercado internacional, que tem enfrentado restrições de oferta por quebras de safra em importantes regiões produtoras

Análise do Cenário Global

Apesar da leve queda recente no varejo paraense, o preço internacional do café segue em alta, impulsionado pelo mercado americano e pela oferta limitada no mundo. Essa combinação mantém o produto em patamar elevado, refletindo tanto nas exportações quanto nos preços internos.

O supervisor técnico do DIEESE/PA, Everson Costa, explica que a variação desigual entre capitais é resultado direto dessa oscilação global:

“O preço do café em pó caiu em 14 capitais, mas subiu em outras 13. A pressão externa continua forte, e o consumo interno reduzido tem segurado novas altas em algumas regiões”, destacou.

Mesmo com o alívio pontual, o café permanece como um dos itens mais caros da cesta básica para o consumidor de Belém. A tendência para os próximos meses dependerá do comportamento das safras internacionais e da resposta da demanda nacional — que, até agora, segue retraída diante dos preços elevados.

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