As 17 bailarinas paraenses do Grupo Coreográfico SanRosa estão prestes a embarcar para os Estados Unidos para apresentar a cultura amazônica durante o Magical Dance Tour, incluindo apresentações em locais de grande visibilidade, como Disney Springs, Universal CityWalk e até em um jogo oficial da NBA.
As apresentações ocorrerão entre o final de outubro e o início de novembro de 2025, e a equipe embarca na próxima quarta-feira (29), às 11h, rumo a Orlando, nos Estados Unidos. O convite para o intercâmbio internacional surgiu após o Grupo SanRosa conquistar o título de Melhor Grupo Infantojuvenil no Circuito Norte em Dança 2024, um dos maiores festivais de dança do país.
Segundo Camila Lima, professora, coreógrafa e diretora do SanRosa, o grupo chegou a conquistar 23 premiações e foi reconhecido como Melhor Grupo Infanto-Juvenil, “recebendo como prêmio a oportunidade de integrar o Magical Dance Tour. A seleção incluiu não apenas apresentações na Disney Springs e no Universal City Walk, mas também a honra de uma performance especial no pré-jogo de uma partida oficial da NBA”, lembra.
Ao som de “Voando pro Pará”, da cantora Joelma, a oportunidade, então, é resultado do reconhecimento do trabalho do grupo em valorizar as tradições amazônicas. “O grande diferencial do SanRosa é justamente levar a identidade cultural amazônica para o mundo”, afirma.
O que o público pode esperar na apresentação?
O público vai assistir a um espetáculo que combina técnica de dança, com influências de ballet, jazz e dança moderna, além de elementos poéticos e simbólicos da Amazônia.
“Levaremos para o palco lendas regionais, ritmos tradicionais, movimentos inspirados na natureza, figurinos temáticos e trilhas que representam a força da floresta e do povo amazônida. Nossas apresentações não são apenas coreografias, são um manifesto artístico pela Amazônia e sua valorização.”, destacou Camila.
Preparação
A preparação das bailarinas tem sido intensa. Com idades entre 8 e 23 anos, elas passam por ensaios diários que trabalham tanto a técnica quanto a presença de palco e o lado emocional.
Preparativos e Expectativas para a Turnê
“Estamos passando por um processo de treinamentos técnicos, construção cênica, ensaios diários e formação artística continuada com foco em resistência, expressão e presença de palco. Não é só técnica, também estamos trabalhando o lado emocional, porque muitas delas viajarão pela primeira vez para fora do país, se apresentando para um público internacional. É um processo de integração entre meninas muito jovens e outras mais experientes, fortalecendo a autoconfiança e a compreensão do papel de cada uma como representante cultural do Pará e da Amazônia”, explicou a coreógrafa.
“Conquista histórica”, frisa Camila Lima
Para a diretora, a experiência representa mais do que uma viagem artística; é, de fato, “uma conquista histórica”, como ela pondera.
O Significado da Representação Cultural
“Eu que vim de um projeto social e tive toda minha formação quanto bailarina através deste projeto, me sinto honrada pessoalmente e profissionalmente em poder representar o Pará e a Amazônia em um evento como esse. Significa mostrar que a nossa arte tem voz, tem identidade e tem potência”, compartilha.
Em uma ano que o Estado paraense sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), “é mais do que uma viagem, é um marco para a dança paraense e um ato de amor pela nossa cultura e tudo isso no período em que nosso Estado estará sediando a COP 30”, considera Lima.
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