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domingo, março 15, 2026

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Após encontro com Trump, Lula prevê novo ciclo de cooperação entre Brasil e EUA

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Na segunda-feira (27), um dia após se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter otimismo quanto à resolução das barreiras tarifárias que afetam o comércio entre Brasil e EUA.

“Logo, logo não haverá problema entre Estados Unidos e Brasil. O que interessa numa mesa de negociação é o futuro, o que você vai negociar para frente. A gente não quer confusão, a gente quer negociação. A gente não quer demora, quer resultado”, declarou Lula em conversa com jornalistas durante sua passagem pela região do sudeste asiático.

O presidente enfatizou que, embora haja divergências ideológicas entre Brasil e EUA, isso não impede um relacionamento respeitoso entre as lideranças dos dois países. “Fiz questão de dizer ao presidente Trump que o fato de termos posições ideológicas diferentes não impede que dois chefes de Estado tratem a relação com muito respeito. Eu o respeito porque ele foi eleito presidente dos Estados Unidos pelo voto democrático do povo americano e ele me respeita porque fui eleito pelo voto democrático do povo brasileiro. Com isso colocado na mesa, tudo fica mais fácil.”

Na manhã desta segunda, como desdobramento do encontro de domingo entre Lula e Trump, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores), ao lado do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, e do assessor especial da Presidência, embaixador Audo Faleiro, reuniu-se com representantes comerciais e do Tesouro dos EUA para avançar nas negociações com foco nos setores mais afetados por tarifas.

Lula ressaltou que entregou a Trump um documento que, segundo ele, comprova que os EUA têm superávit comercial com o Brasil: “Fiz questão de dizer a ele que eram infundadas as informações de que os Estados Unidos tinham déficit comercial com o Brasil. Nós provamos que houve superávit de 410 bilhões de dólares em 15 anos. Só no ano passado foram quase 22 bilhões de dólares de superávit para os Estados Unidos. Em todo o G20 só há três países em que os Estados Unidos são superavitários: Brasil, Reino Unido e Austrália”.

Questionado sobre possíveis temas vetados para negociação, o presidente afirmou que não há impedimentos: “Se ele quiser discutir a questão de minerais críticos, de terras raras, se quiser discutir etanol, açúcar, não tem problema. Eu sou uma metamorfose ambulante na mesa de negociação. Coloque o que quiser que eu estou disposto a discutir todo e qualquer assunto.”

Lula ainda reforçou a opção brasileira por uma diversificação de parceiros comerciais e a aposta no livre-comércio e no multilateralismo: “Não temos preferência. Quero continuar tendo uma belíssima relação com a China, com os Estados Unidos, com a União Europeia, porque é importante lembrar que, depois de 22 anos, vamos em dezembro fazer o acordo União Europeia-Mercosul. E também estamos fazendo acordo para a Indonésia com o Mercosul, para a Malásia, para a ASEAN. O nosso negócio é fazer negócio.”

Por fim, sobre um novo encontro com Trump, Lula deixou a porta aberta: “Ele me disse que está com vontade de ir ao Brasil, eu disse que estou à disposição para ir a Washington, porque se tem uma coisa que aprendi a fazer na vida foi negociação. Vamos à estaca zero e voltar para o seguinte: aonde queremos chegar? Se houver a disposição do presidente Trump, como ele disse que tem de fazer um bom acordo com o Brasil, temos toda a intenção de fazer um bom acordo, não haverá problema para a relação entre as duas maiores democracias do Ocidente”.

*Com informações da Agência Brasil

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