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Filho de Cássia Eller abre coração sobre dependência do álcool

Filho de Cássia Eller, Chico Chico abre o coração sobre luta contra o álcool e lança novo álbum

“Eu precisava parar. A bebida estava me afastando de mim mesmo.” Foi com essa franqueza que Chico Chico, filho da cantora Cássia Eller, revelou recentemente estar enfrentando uma luta contra o álcool. O músico, de 32 anos, contou que iniciou um processo de recuperação em janeiro, cercado por profissionais de saúde, amigos e familiares. O tratamento envolve acompanhamento terapêutico, psiquiátrico e grupos de apoio. “Foi um chamado interno. A música sempre me mostrou verdades que eu tentava esconder”, disse.

Chico não se escondeu atrás do sobrenome famoso nem da fama herdada. Assumiu publicamente a batalha, com a mesma coragem crua que marcava a mãe. E fez da dor matéria-prima para a arte. Seu novo trabalho, “Let It Burn / Deixa Arder”, traz o fogo simbólico de quem enfrenta o próprio inferno para sair dele transformado. As letras falam de cura, consciência e recomeço. “Não dá pra apagar o que dói — mas dá pra aprender a deixar arder até virar luz”, escreveu nas redes sociais.

A luta contra o álcool é, para ele, uma forma de renascer — e também de continuar a história de Cássia, que sempre viveu intensamente e com autenticidade. Desde o início do tratamento, Chico conta com o apoio da mãe de criação, Maria Eugênia Vieira Martins, e da companheira, a atriz Luísa Arraes. É um círculo de afeto que sustenta o artista num processo que exige disciplina e coragem.

Uma vida marcada por perdas e música

Francisco Ribeiro Eller nasceu em 28 de agosto de 1993, no Rio de Janeiro, fruto da relação entre Cássia Eller e o baixista Tavinho Fialho, integrante da banda da cantora. O destino, porém, não foi generoso no início: o pai morreu em um acidente de carro uma semana antes de Chico nascer. A mãe o criou ao lado de Maria Eugênia, companheira de vida e amor de Cássia, formando uma família afetiva muito antes de isso ser comum ou aceito por todos.

Quando Cássia morreu, em 2001, Chico tinha apenas oito anos. Perdeu, em poucos anos, as duas figuras que mais o ligavam à origem. Mas ganhou, na convivência com Maria Eugênia e os amigos músicos da mãe, um senso precoce de liberdade e de arte. Foi nesse ambiente que ele aprendeu a tocar violão, bateria e percussão — o suficiente para nunca mais sair do caminho da música.

De “filho de” a artista de voz própria

Aos poucos, Chico foi se consolidando como músico. Em 2015 adotou o nome artístico “Chico Chico” e lançou o primeiro álbum com a banda “2×0 Vargem Alta”. O passo seguinte veio em 2021 com “Pomares”, seu disco solo de estreia, indicado ao Grammy Latino como Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. O reconhecimento mostrou que ele já não vivia apenas da herança de Cássia, mas de um talento próprio, denso e poético.

Entre shows, composições e momentos de introspecção, Chico foi amadurecendo. A dependência do álcool apareceu como um desvio nesse caminho — um daqueles testes que a vida impõe para separar o artista do mito. “Não é fraqueza. É parte da história. O importante é se levantar”, afirmou em uma das entrevistas recentes.

Hoje, o músico encara o processo de reabilitação como um ato de amor — por si, pela família e pela música. O novo álbum é o retrato fiel desse momento: um artista que não teme mostrar suas feridas, porque entende que é delas que nasce a verdade.

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