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Arte e música se unem à causa climática no Fórum Ambienta em Belém

Há dias em que a cidade parece respirar ao ritmo da música e da floresta ao mesmo tempo. Entre acordes, palavras e ritmos ancestrais, o Fórum Ambienta surge como um espaço de encontro, diálogo e celebração, mostrando que a arte pode ser uma ponte poderosa entre conhecimento, emoção e engajamento socioambiental.

O Festival Ambienta chega à quarta edição em 2025, intensificando a conexão entre música e pautas ambientais. Com a aproximação da COP 30, marcada para novembro, o Fórum Ambienta oferecerá ao público uma prévia das discussões que a sociedade civil está preparando sobre a crise climática. O evento será realizado nesta quinta-feira (2), a partir das 16h, no Palacete Faciola, em Belém, com entrada gratuita e aberta a todos. Na sexta-feira (3), o Festival apresenta shows de Hamilton de Holanda, Layze e os Sinceros, Djuena Tikuna e Amazônia Jazz Band no Píer das 11 Janelas, também gratuitos, a partir das 19h.

CONTEÚDO RELACIONADO

O Fórum terá intervenções artísticas, mesas de debate e apresentações musicais, evidenciando como a cultura e a arte podem contribuir para a defesa da Amazônia e a mobilização contra a crise climática.

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PAPEL DO ATIVISMO

Para o curador do evento, Matheus Botelho, o Fórum Ambienta é uma oportunidade de aproximar diferentes setores da sociedade civil e discutir temas centrais em sintonia com a COP 30, como integridade da informação sobre o clima, fortalecimento de soluções comunitárias e o papel do artivismo.

“A crise climática não está distante, ela já desorganiza o nosso dia a dia, seja no calor extremo, nas chuvas intensas ou nas secas mais severas. Promover um espaço como o Fórum Ambienta é fortalecer a informação verdadeira, combater a desinformação e valorizar soluções coletivas que nascem nos territórios e têm impacto global”, declarou.

ENCANTARIA E SABERES ANCESTRAIS

O encontro começa com a mensagem da Jovem Campeã do Clima da Presidência da COP30, Marcele Oliveira, seguida de uma intervenção poética que mistura canto, encantaria e saberes ancestrais. A programação inclui duas mesas de debate: “Artivismo e Soluções Climáticas Populares: cultura, criatividade e inovação comunitária para enfrentar a crise” e “Integridade da Informação pelo Clima: democracia, interseccionalidade e combate à desinformação”, reunindo artistas, comunicadores e ativistas amazônicos.

A música também terá destaque no “Duelo pelo Clima”, que coloca frente a frente os rappers Moraes MV e Bruna BG em um confronto de rimas sobre mudanças climáticas. O encerramento cultural ficará por conta do Grupo de Carimbó Africanos de Icoaraci, referência histórica do carimbó raiz e da resistência cultural amazônica.

CONHEÇA OS CONVIDADOS (AS):

  • Samara Cheetara – Professora de Química, maraqueira e articuladora de arte e comunicação; transforma os sons das maracas em proteção, movimento e conexão ancestral.
  • Jam Bill – Arte educadora, atriz e dançarina; fundadora do grupo Pisada Cabôca, pesquisa linguagens da cultura popular e da arte amazônica.
  • Maria Flor – Designer de moda e ativista climática travesti; idealizadora da Mulambra Grif e voz das margens do Tapajós.
  • João do Clima – Jovem ativista de 15 anos da Ilha de Caratateua; conselheiro do UNICEF e articulador de juventudes amazônicas.
  • Aline Gama – Bióloga, comunicadora e multiartista; integrante do Coletivo Miri, navega entre ciência e cultura em defesa da Amazônia.
  • Alex Soares – Assessor político no Palmares Lab; atua com justiça climática, racismo ambiental, gênero e sexualidade.
  • Moraes MV – Rapper paraense que une música, poesia e educação como ferramentas de valorização do território amazônico.
  • Bruna BG – Rapper marajoara, uma das grandes vozes da cena paraense; reconhecida por unir rap, resistência e ancestralidade.
  • Paulie Amaral – Comunicadora popular e ativista climática; atua na interseção entre cultura, tecnologia e justiça socioambiental.
  • Jessica Botelho – Jornalista e pesquisadora; referência no combate à desinformação socioambiental na Amazônia.
  • Flávia Ribeiro – Jornalista e consultora em equidade, gênero e diversidade; possui 20 anos de experiência em comunicação.
  • Juliana Mori – Diretora editorial da InfoAmazonia; especialista em jornalismo de dados e geojornalismo socioambiental.
  • Grupo de Carimbó Africanos de Icoaraci – Fundado em 1968; guarda e difunde o carimbó raiz, tradição de resistência cultural.

SERVIÇO:

  • Quinta-feira, 2 de outubro de 2025
  • A partir das 16h
  • Palacete Faciola – Belém/PA
  • Entrada gratuita | Aberto ao público

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