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quarta-feira, março 11, 2026

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Semana de combate à raiva mobiliza ações no Marajó e no Baixo Amazonas

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A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) promoveu, na última semana, a Semana de Combate à Raiva dos Herbívoros em municípios do Marajó e do Baixo Amazonas. As ações incluíram palestras, dinâmicas e atividades educativas voltadas para estudantes, produtores rurais e comunidades locais.

Em 2025, a programação foi concentrada em Cachoeira do Arari, Soure e Salvaterra, localidades que registraram casos de raiva em herbívoros em 2024 e 2025.

Também foram realizadas atividades educativas em Mojuí dos Campos, no Baixo Amazonas.

No Marajó, as ações aconteceram em escolas e instituições de ensino técnico e superior, como a Escola Estadual Delgado Leão (Cachoeira do Arari), a Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA) e o campus da Universidade do Estado do Pará (Salvaterra), além da Escola Edda S. Gonçalves e do curso técnico em Enfermagem da EETEPA (Soure).

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Segundo Graziela Oliveira, diretora de Defesa e Inspeção Animal da Adepará, o objetivo foi reforçar a importância da prevenção. “Esse trabalho conjunto com produtores, instituições e comunidades fortalece a vigilância e garante respostas mais rápidas contra a doença”, afirmou.

No município de Mojuí dos Campos, o médico veterinário Anderson Carvalho de Farias explicou a 40 estudantes da Escola Municipal Maria do Carmo Félix da Silva como ocorre a transmissão da raiva por morcegos hematófagos e destacou a importância da vacinação de animais de produção e domésticos.

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A mobilização coincidiu com o Dia Mundial Contra a Raiva, lembrado em 28 de setembro, criado pela Aliança Global para o Controle da Raiva (Garc) e reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com Krishna Tabosa, fiscal estadual agropecuária e coordenadora do Programa Estadual de Controle da Raiva em Herbívoros, esta foi a quarta edição consecutiva da semana de prevenção no Pará. “A iniciativa busca conscientizar sobre os riscos da doença em herbívoros, além de reforçar medidas de controle e prevenção”, destacou.

A raiva está presente em mais de 150 países e tem alta letalidade em humanos. A transmissão ocorre principalmente por mordidas de animais infectados, mas também pode ocorrer por arranhões ou contato de saliva com feridas abertas. No Brasil, a doença é endêmica em áreas rurais e acomete regularmente animais de produção e silvestres.

Para Adriane Moraes, veterinária que coordenou as atividades no Marajó, a educação sanitária é fundamental para a prevenção. “Ela fortalece a compreensão de que o controle da raiva depende do engajamento coletivo”, disse. Alexandre Mendes, gerente de Educação Sanitária da Adepará, acrescentou que a mobilização também contribui para criar uma cultura de vigilância em saúde animal.

A Adepará orienta produtores e agentes de saúde a comunicar imediatamente casos suspeitos em animais de produção pelo site www.adepara.pa.gov.br

, nos escritórios da Agência ou pelo sistema e-SISBRAVET

.

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