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quinta-feira, março 12, 2026

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PF prende diretor da Agência Nacional de Mineração

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A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (17), o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho, e o diretor de Administração e Finanças do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Rodrigo de Melo Teixeira. A operação também cumpriu 79 mandados de busca e apreensão em diferentes locais.

As prisões fazem parte da Operação Rejeito, deflagrada pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), para apurar um esquema de fraudes em autorizações para exploração de minério de ferro em Minas Gerais.

Quem são os investigados

Caio Trivellato é advogado especialista em direito ambiental e atuou em diferentes funções na ANM desde 2020. Em maio de 2023, assumiu interinamente a diretoria da agência, sendo confirmado no cargo em dezembro do mesmo ano.

Rodrigo Teixeira ingressou na Polícia Federal em 1999 e ocupou cargos de comando, incluindo a Superintendência em Minas Gerais (2018) e a Diretoria de Polícia Administrativa (2023/2024). Ele também foi secretário adjunto de Segurança da Prefeitura de Belo Horizonte (2019-2022) e presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (2016-2018).

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Esquema sob investigação

De acordo com a PF, o grupo fraudava licenças ambientais e autorizações para extrair minério de ferro em áreas tombadas e próximas a regiões de preservação. Os investigadores afirmam que servidores públicos foram corrompidos para liberar documentações de forma irregular.

A corporação afirma que os suspeitos criaram mecanismos para dificultar fiscalizações, monitorar autoridades e lavar recursos obtidos com a atividade. O faturamento estimado do esquema é de R$ 1,5 bilhão, valor que foi bloqueado pela Justiça Federal em Minas Gerais.

Além de Trivellato e Teixeira, outros 20 investigados também foram alvos de mandados de prisão preventiva.

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Afastamento e acusações

Por decisão da Justiça, todos os servidores públicos investigados foram afastados de suas funções. Eles devem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, usurpação de bens da União, organização criminosa, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e obstrução de investigação.

Posicionamentos oficiais

A Agência Nacional de Mineração declarou, em nota, que tomou conhecimento da operação pela imprensa e que não recebeu comunicação oficial sobre medidas relacionadas a seus dirigentes. Afirmou ainda que seguirá colaborando com as autoridades, observando o devido processo legal.

O Serviço Geológico do Brasil também emitiu comunicado no qual informou não se pronunciar sobre processos em andamento que envolvam seus colaboradores, reiterando compromisso com ética e transparência.

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