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sábado, março 7, 2026

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“Big Brother do tráfico”: facção monitorava moradores e polícia com câmeras no Guamá

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Câmeras de facção no Guamá vigiavam até viaturas da PM — polícia apreende e prende suspeito

A Polícia Civil do Pará, por meio da Seccional Urbana do Guamá, realizou nesta terça-feira (19) uma operação que resultou na prisão de um homem por associação para organização criminosa e na apreensão de cinco câmeras de vigilância clandestinas instaladas em pontos estratégicos do bairro do Guamá, em Belém.

A ação contou com o apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), responsável por identificar os locais monitorados e os envolvidos no esquema. Segundo a polícia, os equipamentos foram instalados por ordem de um traficante foragido, considerado um dos líderes de uma facção criminosa, atualmente escondido no Rio de Janeiro.

Ação resultou na apreensão de cinco câmeras utilizadas por facção criminosa para vigiar moradores e movimentos da polícia

“As câmeras serviam para vigiar moradores e alertar sobre a presença da polícia. O homem preso hoje era subordinado direto desse traficante”, explicou o delegado Márcio Cavalcante, titular da Seccional do Guamá.

🔍 Monitoramento criminoso em tempo real

Das cinco câmeras apreendidas, três estavam em um poste de energia nas passagens Sururina, Ezeriel e Liberato de Castro. Outras duas estavam instaladas em comércios e imóveis da região — uma sobre uma pastelaria e outra em cruzamento próximo à casa do suspeito preso.

De acordo com o delegado Daniel Castro, da Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM), o sistema permitia que os criminosos monitorassem a movimentação de viaturas e operações policiais, protegendo os pontos de venda de drogas.

“Ficou claro que até nossas ações estavam sendo vigiadas. Esses equipamentos serviam para proteger o tráfico”, afirmou Castro. Os dispositivos foram encaminhados para perícia técnica.

🚔 Prisão e impacto na facção

O suspeito foi autuado em flagrante por associação criminosa (Art. 2º da Lei 12.850/2013) e segue à disposição da Justiça. A polícia acredita que a retirada dos equipamentos compromete significativamente a atuação da facção no Guamá.

“Desativamos um dos principais mecanismos de vigilância da quadrilha. Isso representa mais segurança para os moradores”, concluiu o delegado Márcio Cavalcante.

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