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Técnico valoriza empate do Paysandu: ‘Essa equipe não aceita derrota’

Há partidas em que o placar diz menos do que a postura em campo. Para o Paysandu, o empate por 1 a 1 contra o Atlético-PR, em Curitiba, foi mais do que um ponto: foi a consolidação de um feito histórico.

Invicto há nove rodadas na Série B, o time superou os oito jogos sem derrota do campeão de 1991, dirigido por Joel Martins, e também as duas sequências do elenco de Dado Cavalcanti em 2015.

A atual conjuntura mostra um marco que ganha ainda mais peso pela narrativa do próprio elenco: “essa equipe não aceita derrota”, resume o técnico Claudinei Oliveira.

“Foi um jogo bem difícil, como a gente esperava. Difícil enfrentar o Atlético aqui na Arena, mas a nossa equipe em nenhum momento se acovardou”, resumiu o treinador bicolor, após o empate do Paysandu na Ligga Arena, que manteve o Papão na vice-lanterna da Série B, mas com uma invencibilidade que confirma a evolução da equipe após um péssimo início de competição.

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O treinador elogiou a postura do time, principalmente pela reação após sofrer o gol. “Poderíamos ter baixado a guarda ali. Não. A gente foi para cima e fomos premiados com um gol de empate. Uma derrota nossa seria muito injusta pelo que a gente apresentou hoje aqui.”

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Questionado sobre a transformação do time desde a sua chegada, Claudinei reforçou o papel da mentalidade coletiva.

“O adversário não pode ter um sentido de urgência maior que o nosso. A gente precisa mais do que eles. E mais do que discurso, é o empenho deles. Eles têm comprado a ideia, têm se dedicado, têm se unido cada vez mais.”

A IMPORTÂNCIA DE DIOGO OLIVEIRA

O técnico também destacou a importância de jogadores como Diogo Oliveira, peça-chave no ataque. “É um cara que sustenta a bola na frente, tem muita presença de área, mas também velocidade. Tá num momento muito bom, tá fazendo os gols pra gente, tá ajudando, tá cooperando. E isso depois de uma lesão grave, de tendão de calcâneo, que não é simples. Ele quis vir jogar aqui no Paysandu e tá nos ajudando bastante.”

MUDANÇAS TÁTICAS

Sobre as mudanças táticas durante a partida, Claudinei explicou a escolha por reforçar o setor defensivo no segundo tempo. “Ninguém tem ideia de baixar a linha com 30 minutos. O que acontece é que, quando o Allan Kardec entra, o Atlético pesa mais a área, com dois centroavantes. Não dá para o jogador estar desconfortável em campo e o treinador não fazer nada do banco. Mesmo com linha de cinco, o time continuou ofensivo.”

O treinador também comentou a estreia de Petterson sob seu comando. “Foi a melhor semana de treinos dele desde que eu cheguei. Ele mereceu a chance. A gente tem que tentar fazer com que todos nos ajudem. Quem sabe agora ele não vira a chave e começa a nos ajudar bastante.”

SEQUÊNCIA INVICTA E RECUPERAÇÃO

Para Claudinei, a sequência de nove jogos sem derrota é um alicerce para a recuperação bicolor. “Ninguém joga pra empatar, muito menos pra perder. A gente busca sempre a vitória, mas é importante estar somando pontos. Quem sabe a gente, como eu falei, conquiste coisas mais tranquilas na competição e não precise brigar até o final nessa zona ingrata.”

O próximo desafio será em Belém, contra o Vila Nova-GO, no próximo dia 11 (segunda-feira), às 21h30, na Curuzu. A meta está clara: “A gente escolhe correr sempre e honrar sempre a camisa do Paysandu. Espero que na próxima segunda-feira (11) a gente consiga voltar a vencer pra tentar sair da zona de rebaixamento”, projetou.

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