O Estado do Pará alcançou a quarta colocação nacional em taxa de investimentos e ficou em quinto lugar em solidez fiscal no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
Os resultados refletem o desempenho da administração estadual, com base em indicadores fiscais de 2025, durante o governo de Helder Barbalho (MDB), e dados de 2026, que também abrangem a gestão de Hana Ghassan (MDB).
No indicador de solidez fiscal, o estado avançou cinco posições em relação ao levantamento anterior, passando a ocupar a liderança entre os sete estados da região Norte. O desempenho reforça a posição do Pará no cenário nacional em áreas relacionadas à gestão das contas públicas e à capacidade de investimento.
O parâmetro faz parte do pilar Solidez Fiscal, que corresponde a 10,5% da pontuação geral do ranking. A avaliação considera a proporção entre os investimentos liquidados e a receita corrente líquida de cada estado. Quanto maior o percentual registrado, melhor é a posição da unidade federativa na classificação.
Criado em 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados avalia o desempenho da administração pública com base em dez pilares. As informações utilizadas no levantamento são provenientes do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).
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Investimentos chegaram a 13,62% da receita em 2025
Dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) apontam oscilações na participação dos investimentos em relação à Receita Corrente Líquida do Pará nos últimos três anos.
Em 2023, o indicador atingiu 15,47%, maior percentual registrado no período analisado. Em 2024, recuou para 12,93%, mas voltou a subir em 2025, chegando a 13,62%.
Entre janeiro e agosto de 2026, o governo estadual contabilizou R$ 2,83 bilhões em investimentos, diante de uma Receita Corrente Líquida acumulada de R$ 30,60 bilhões. A proporção entre os valores foi de 9,24%.
No mesmo intervalo, o Pará apresentou superávit primário de R$ 1,55 bilhão, resultado de receitas primárias de R$ 30,94 bilhões e despesas primárias de R$ 29,39 bilhões.
Os dados foram divulgados pela Sefa e pela Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad) durante audiência pública realizada em setembro, na Assembleia Legislativa do Estado do Pará.
Secretário destaca crescimento da receita do Estado
O secretário de Estado da Fazenda, René Sousa Júnior, avaliou que o aumento da arrecadação contribuiu para ampliar os recursos disponíveis para o financiamento de políticas públicas.
“O crescimento da receita do Estado contribuiu para ampliar os recursos disponíveis ao financiamento de políticas públicas. A expansão dos investimentos em ritmo superior ao da Receita Corrente Líquida indica que o Estado elevou o peso dessa despesa em relação à receita, entre 2019 e 2025”, afirmou.
O titular da Sefa também ressaltou que a continuidade dos investimentos depende do comportamento das receitas e despesas estaduais.






