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Zé Felipe é diagnosticado com síndrome do Piriforme

O cantor sertanejo Zé Felipe confirmou na quarta-feira (28) um diagnóstico de síndrome do piriforme. O músico revelou a condição a seus seguidores no Instagram.

Segundo ele, a causa provável foi a repetição de movimentos durante a prática de exercícios físicos. Vale lembrar que a síndrome provoca dor intensa na região dos glúteos e pode irradiar para as pernas.

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Dias antes da confirmação, Zé Felipe já havia descrito dores fortes na região. Ele informou que uma injeção proporcionou alívio parcial naquele momento. Inicialmente, médicos suspeitaram de comprometimento do nervo ciático.

Contudo, os exames indicaram que o problema estava no músculo localizado ao lado do nervo, e não no próprio nervo. Com o diagnóstico definido, o artista segue tratamento medicamentoso e relata melhora gradual dos sintomas.

O que é a síndrome do piriforme?

O piriforme é um músculo pequeno situado na camada mais profunda dos glúteos, próximo ao osso do quadril. Sua função principal é auxiliar nos movimentos de rotação da pelve e no afastamento lateral da perna.

Quando esse músculo sofre alterações, como espasmos, contrações ou aumento de volume, ele pressiona o nervo ciático, que passa muito perto dele.

Essa compressão desencadeia dor profunda na nádega, que desce pela parte posterior da coxa e da perna.

O ortopedista Helio Okamura, diretor da Associação Paranaense de Medicina do Exercício e Esporte e convidado da CBF Academy, explica que a dor é facilmente confundida com problemas na coluna vertebral.

“A dor profunda no glúteo irradia para a região posterior da perna e acaba se parecendo muito com a dor ciática de origem vertebral”, afirma o especialista.

Ele acrescenta que variações anatômicas, em que o nervo ciático passa por dentro ou ao redor do piriforme, elevam o risco de compressão em determinados indivíduos.

Quem está mais exposto ao problema?

A prática intensa de exercícios é um fator relevante para o surgimento da síndrome.

Atividades com grande sobrecarga muscular promovem hipertrofia do piriforme, além de espasmos e contrações que podem aumentar a pressão sobre o nervo adjacente.

De acordo com Okamura, corredores e praticantes de musculação com carga elevada estão entre os mais afetados.

Os grupos de maior risco incluem também:

  • Corredores e ciclistas;
  • Praticantes de equitação e canoagem;
  • Pessoas que ficam sentadas por muitas horas;
  • Indivíduos com histórico de trauma na região dos glúteos.

Causas e sinais de alerta

Além da sobrecarga em exercícios, outros fatores contribuem para o surgimento da síndrome. Médicos especialistas listam as principais causas:

  • Lesões diretas no músculo piriforme;
  • Espasmos e contrações musculares persistentes;
  • Aumento do volume muscular por sobrecarga;
  • Alterações anatômicas que favorecem a compressão do nervo ciático;
  • Traumas na região dos glúteos.

O diagnóstico costuma ser difícil, pois a síndrome do piriforme imita os sintomas de doenças mais conhecidas, como a hérnia de disco.

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Apesar disso, a condição, em geral, não é considerada grave quando identificada e tratada com rapidez. O tratamento inclui medicamentos, fisioterapia e, em alguns casos extremos, injeções para alívio da dor.

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