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Sonora Amazônica: projeto une ancestralidade, tecnologia e experimentação

O projeto Sonora Amazônica – Laboratório de Criação Musical Experimental, contemplado pelo Edital de Chamamento Público nº 002/2025 – Fomento à Criação de Projetos Culturais, iniciou suas atividades no começo de 2026 e segue em andamento na cidade de Belém, promovendo encontros de formação, pesquisa e criação musical no Estúdio Fábrica Music, localizado na Travessa de Breves, nº 1618, em Belém (PA).

A iniciativa tem como objetivo valorizar a identidade musical amazônica por meio do diálogo entre tradição e inovação, reunindo mestres da cultura popular, músicos, jovens artistas e produtores musicais em experiências coletivas de aprendizagem e criação.

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Durante os encontros, os participantes exploram ritmos como carimbó, lundu, marabaixo e guitarrada, incorporando técnicas contemporâneas de composição, produção musical e experimentação sonora, sem perder a conexão com os saberes ancestrais.

O laboratório também propõe a utilização de ferramentas tecnológicas, como processamento digital de áudio, live looping e recursos de inteligência artificial, ampliando as possibilidades de criação musical.

Além da formação artística, o Sonora Amazônica desenvolve atividades voltadas à produção de composições autorais, registros audiovisuais e compartilhamento de conhecimentos, incentivando a participação de artistas independentes e novos talentos da música paraense.

Para a coordenação do projeto, a proposta é demonstrar que a cultura amazônica permanece viva e em constante transformação, conectando diferentes gerações e linguagens musicais.

O Sonora Amazônica reafirma seu compromisso com a valorização da cultura regional, a democratização do conhecimento e o fortalecimento da produção musical independente na Amazônia.

A ancestralidade como ponto de partida para a inovação

A Amazônia possui uma das mais ricas diversidades sonoras do planeta. Seus rios, florestas, comunidades e manifestações culturais carregam histórias que atravessam gerações e encontram na música uma importante forma de resistência, memória e pertencimento.

Sementes, madeiras, cabaças e até os sons das águas poderão integrar os processos criativos, ampliando as possibilidades de construção de novas paisagens sonoras.

A proposta também contempla a utilização de ferramentas contemporâneas, como processamento digital de áudio, live looping e recursos de inteligência artificial aplicados à experimentação musical.

A intenção não é substituir os instrumentos e conhecimentos tradicionais, mas ampliar suas possibilidades expressivas, reconhecendo a ancestralidade como uma fonte permanente de criação e inovação.

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