A morte de peixes em um igarapé do Parque Estadual do Utinga, em Belém, chamou a atenção de frequentadores nesta segunda-feira (19). Segundo informações atribuídas ao Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), as altas temperaturas podem estar relacionadas ao episódio.
O calor pode alterar as condições da água e reduzir a disponibilidade de oxigênio dissolvido, prejudicando a sobrevivência dos animais aquáticos. No entanto, a causa da morte dos peixes ainda precisa ser confirmada por meio de avaliação técnica.
O Parque Estadual do Utinga é uma importante área de conservação ambiental e lazer da capital paraense, com lagos, trilhas e diversidade de espécies. A apuração do caso é importante para identificar o que provocou a morte dos animais e avaliar possíveis impactos ao ecossistema local.
Aumento da temperatura
O aumento da temperatura pode afetar diretamente a sobrevivência dos peixes. Isso ocorre porque a água mais quente consegue reter menos oxigênio dissolvido, elemento essencial para a respiração dos animais aquáticos por meio das brânquias.
Quando a concentração de oxigênio fica abaixo do nível necessário para a sobrevivência das espécies, ocorre a hipóxia. A condição pode provocar estresse, dificuldade respiratória e, em situações extremas, a morte de peixes.
Além das altas temperaturas, fatores como a presença de poluentes, o acúmulo de matéria orgânica e alterações na circulação da água também podem reduzir a disponibilidade de oxigênio em rios e igarapés.
No caso registrado no Parque Estadual do Utinga, em Belém, ainda é necessário aguardar uma avaliação técnica para determinar a causa da morte dos animais.
O DOL entrou em contato com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) e aguarda posicionamento.






