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Assassinos que mataram professora que negou senha de Wi-Fi são condenados a 25 anos de prisão no Pará

A professora Clebiana Correa Silva, de 41 anos, foi assassinada a facadas por vizinhos após se recusar a compartilhar a senha da internet.

Dois réus foram condenados a 25 anos de prisão cada um pelo assassinato da professora Clebiana Correa Silva, de 41 anos, em Conceição do Araguaia, no sul do Pará. O crime ocorreu em junho de 2024, após um desentendimento envolvendo a senha de uma rede Wi-Fi.

Ivane da Silva Sousa e Manoel Edilson Flávio da Silva, vizinhos da vítima, foram julgados pelo Tribunal do Júri. Segundo a acusação, os dois já haviam ameaçado e agredido a professora no dia do crime. Mais tarde, ela foi atacada com uma faca e morreu. O marido dela também teria sido alvo dos acusados, mas conseguiu escapar sem ferimentos.

Condenação por motivo fútil e meio cruel

Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A Justiça determinou o cumprimento das penas em regime inicial fechado e a manutenção das prisões. O julgamento encerrou uma importante etapa judicial de um caso marcado pela violência e pela banalidade da motivação. Ambos receberam penas de reclusão em regime inicial fechado.

O assassinato aconteceu no bairro Vila Cruzeiro, onde Clebiana morava com o marido, Fábio Carvalho dos Santos. Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público e acolhida pelos jurados, a violência começou depois que a professora se recusou a fornecer aos vizinhos a senha de acesso à internet de sua residência.

Dupla matou professora após briga por Wi-Fi e recebeu 25 anos de prisão.

Professora procurou a polícia antes do crime

A sequência dos acontecimentos revela que Clebiana chegou a procurar proteção das autoridades poucas horas antes de morrer. Na manhã de 23 de junho de 2024, a professora foi ameaçada e agredida pelos vizinhos durante o desentendimento relacionado ao compartilhamento da conexão de internet.

Após as agressões, ela se dirigiu à delegacia e registrou um boletim de ocorrência, formalizando as ameaças sofridas. Entretanto, a iniciativa não impediu que a violência tivesse consequências fatais ainda naquele dia.

Na tarde do mesmo domingo, quando retornou para casa, Clebiana foi novamente abordada por Ivane e Manoel. Conforme a investigação policial, Manoel segurou a professora pelos braços, impedindo que ela reagisse, enquanto Ivane utilizou uma faca para atingir a região do tórax da vítima.

O ferimento provocou a morte da educadora.

Marido da vítima também foi atacado

A violência não terminou com o assassinato da professora. Depois do ataque contra Clebiana, os dois envolvidos também avançaram contra o marido dela, Fábio Carvalho dos Santos, utilizando facas.

Segundo as informações apresentadas no processo, Fábio conseguiu escapar dos golpes ao se esquivar dos agressores. A intervenção de moradores que presenciaram a situação também contribuiu para impedir que ele fosse atingido.

Qualificadoras reconhecidas pelo júri

O julgamento ocorreu após a ação penal proposta pelo Ministério Público do Pará. Durante a sessão, a promotora de Justiça Maria Andrea Pinheiro sustentou a acusação, com a participação do advogado Willian da Silva Brito, que atuou como assistente de acusação.

Os jurados reconheceram a materialidade do assassinato e a autoria atribuída a Ivane e Manoel. O Conselho de Sentença também acolheu três qualificadoras que agravaram a responsabilização criminal dos réus: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O motivo fútil foi relacionado à desproporção entre o desentendimento sobre a senha do Wi-Fi e a violência empregada contra a professora. Já as demais qualificadoras consideraram as circunstâncias do ataque, incluindo a imobilização da vítima antes do golpe de faca.

Condenados permanecem presos

Além das penas impostas, a Justiça determinou a manutenção das prisões e a execução provisória das condenações, sem aguardar o trânsito em julgado.

Ivane da Silva Sousa permanece custodiada na Unidade de Custódia e Reinserção Feminina de Marabá, enquanto Manoel Edilson Flávio da Silva está preso na Unidade de Custódia e Reinserção de Redenção, ambas no sudeste paraense.

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