O técnico Mazola Júnior afirmou que espera uma atuação firme do departamento jurídico do Paysandu após os acontecimentos da partida. Segundo ele, como funcionário do clube, cabe cumprir as determinações da instituição, mas as possíveis infrações ao regulamento registradas no jogo precisam ser analisadas e não podem passar em branco.
“Sou funcionário do clube e, como funcionário, tenho que cumprir as ordens. Agora é com o jurídico. Ontem foram infringidas muitas regras do regulamento, e isso não pode passar em branco. Aquela cena de pré-tragédia, em que ainda havia pessoas querendo que o jogo continuasse, não pode passar em branco. Se queremos o bem do futebol brasileiro, o departamento jurídico vai tomar as medidas que deve tomar. Espero que o regulamento seja cumprido”, declarou.
Mazola também lamentou o desfecho da campanha bicolor e destacou que a torcida merecia uma sorte melhor na luta pelo acesso. Para o treinador, o Paysandu não pode se conformar em permanecer na Série C e precisa mudar sua trajetória para evitar que a situação se repita.
“Fica uma tristeza muito grande, porque a torcida do Paysandu merecia esse acesso. O Paysandu não pode estar na Série C, não pode ficar nessa gangorra. Sobe e depois desce. Alguma coisa tem que ser diferente para que o Paysandu não esteja na Série C, mas possa se estabilizar na Série A”, afirmou.
Questionado sobre uma possível irregularidade envolvendo o VAR e o empate, o treinador preferiu não aprofundar a discussão sobre a arbitragem. Mazola ressaltou que considera ter sido o principal prejudicado, mas evitou apontar culpados entre os jogadores.
“Ele estava diferente hoje do que estava ontem, mas não quero entrar no mérito. O único prejudicado sou eu. A equipe não tenho dedo a apontar a nenhum jogador. Os caras foram fantásticos. Se perde gol, faz parte”, concluiu.
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