O Clube do Remo voltou a protestar contra a arbitragem e reuniu lances de partidas da Série A do Campeonato Brasileiro em que considera ter sido prejudicado. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (8), o Leão Azul questionou a aplicação do chamado fair play e destacou decisões que, na avaliação do clube, custaram pontos importantes na luta contra o rebaixamento.
A manifestação ganhou força após o empate com o Grêmio, na noite de quarta-feira (7), no Mangueirão, em Belém. O Remo reclamou de um possível pênalti não marcado no início da etapa final, quando a bola tocou no braço do zagueiro Kannemann, do time gaúcho, dentro da área. O árbitro não assinalou a penalidade, provocando indignação entre jogadores, comissão técnica e torcedores azulinos.
Na postagem, o clube também recuperou outros episódios que considera controversos ao longo da competição. Um deles ocorreu no confronto contra o Flamengo, em Belém, quando a arbitragem marcou falta do atacante Jajá sobre o zagueiro Léo Ortiz. Na sequência, o jogador do Remo poderia ficar em condições de finalizar para o gol, mas o lance foi interrompido.
Outro episódio lembrado pelo Leão ocorreu diante do Palmeiras, também em Belém. O clube questiona um toque de mão do zagueiro Agustín Giay, jogador da equipe paulista, em um lance que, na avaliação azulina, deveria ter sido analisado como possível penalidade.
O Remo também citou a expulsão do zagueiro Marllon no confronto contra o Santos, pela Copa do Brasil, em Belém. Na ocasião, a arbitragem considerou que o jogador santista tinha uma oportunidade clara de gol, embora o lance tenha ocorrido próximo à lateral do campo. O clube contesta a interpretação de que o atleta do Santos seguia em direção à meta em condições claras de finalização.
Ao reunir os episódios, o Remo reforçou a cobrança por critérios mais consistentes da arbitragem. A discussão ganha peso em um momento delicado para o time paraense, que luta para deixar a zona de rebaixamento e vê cada ponto como decisivo na reta final do Brasileirão.
Lei do Esporte e o fair play
Na publicação, o clube citou a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que prevê a promoção de padrões éticos e morais nas competições esportivas e utiliza expressamente a expressão “fair play ou jogo limpo”.
A mensagem foi acompanhada de um questionamento direto: “Até quando?”. A frase sintetiza a insatisfação azulina com decisões de arbitragem que, segundo o clube, vêm interferindo em sua campanha na elite do futebol brasileiro.
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