A saída das casas de apostas está mudando os uniformes do futebol brasileiro. Nesta segunda (5), termina o prazo para clubes e empresas retirarem toda publicidade e sinalização de patrocínio das bets, conforme determina a nova medida do governo.
A Medida Provisória 1.394/2026 estabeleceu novas regras para o setor de apostas e determinou a retirada das marcas das casas de apostas dos espaços publicitários ligados aos clubes.
Na prática, a medida atinge diretamente o patrocínio máster, considerado o principal espaço comercial das camisas. Com o fim do prazo, os clubes precisam retirar as marcas das bets dos uniformes e das demais propriedades de divulgação.
O impacto é significativo. 14 dos 20 clubes da Série A tinham uma empresa de apostas como patrocinadora máster em 2026, o que abriu uma corrida por novos parceiros comerciais.
Vila Nova é o primeiro a encontrar um substituto
Enquanto boa parte dos clubes da elite ainda procura alternativas, o Vila Nova foi o primeiro clube brasileiro a anunciar uma nova patrocinadora máster após a saída de uma bet.
O time goiano fechou com a BYD até o fim de 2026. A montadora ocupa o espaço que era da Bet da Sorte e passa a estampar a principal área comercial da camisa.
O Vila Nova lidera as chances de acesso direto à Série A, segundo as projeções para a reta final da Série B.
A combinação entre desempenho esportivo e novo patrocinador aumenta a exposição do clube justamente em um período de transformação no mercado de publicidade esportiva.
Como estão os clubes da Série A
Na elite nacional, a situação é mais complicada. Entre os 14 times que tinham bets como patrocinadoras máster, a maioria ainda não apresentou uma substituta definitiva.
Flamengo, Corinthians e São Paulo estão entre os grandes clubes que precisam encontrar novas marcas para o principal espaço comercial das camisas.
O Palmeiras também ainda não anunciou um substituto para a Sportingbet. O clube aguardava a definição sobre a continuidade do contrato diante das novas regras.
Em Minas Gerais, o Atlético-MG encerrou o vínculo com a H2Bet e ficou temporariamente sem patrocinador máster. O Cruzeiro também perdeu sua patrocinadora de apostas e ainda não anunciou uma substituição direta.
Fluminense, Botafogo, Vasco, Santos, Vitória, Chapecoense e Grêmio também estão entre os clubes que precisam reorganizar o principal espaço comercial dos uniformes após a saída das bets.
O Clube do Remo, outro clube afetado, perdeu a VaideBet. O contrato era estimado em cerca de R$ 12 milhões por temporada, e o clube agora trabalha para recompor as receitas comerciais.
Seis clubes não tinham bet como máster
Nem todos os integrantes da Série A dependiam das casas de apostas no principal espaço do uniforme. Athletico-PR, Bahia, Coritiba, Internacional, Mirassol e Red Bull Bragantino não tinham uma bet como patrocinadora máster em 2026.
O Coritiba já havia encontrado uma solução antes da nova medida. O clube fechou com a Foxlux para o espaço máster até 2027, em um acordo anunciado antes das novas restrições.
No Mirassol, a Poty permanece como patrocinadora principal. Já o Red Bull Bragantino mantém a Red Bull como principal marca ligada ao clube.
Athletico-PR e Internacional, por outro lado, já haviam perdido suas antigas patrocinadoras de apostas e estavam sem uma nova empresa no espaço máster.
Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG
Em Minas Gerais, Atlético-MG e Cruzeiro também fecharam novos acordos de patrocínio com empresas ligadas ao governo estadual. Os contratos ajudam a criar novas fontes de receita após a saída das bets.
O América-MG também foi incluído nos acordos. O clube, porém, disputa a Série B em 2026 e não faz parte dos 20 participantes da primeira divisão nesta temporada.
O Vila Nova foi o primeiro clube a encontrar uma solução para o espaço deixado por uma bet. Na Série A, porém, a maioria dos times ainda busca alternativas para recompor uma das principais fontes de receita dos uniformes.
O post Fim das bets: veja os clubes que já fecharam novos patrocínios apareceu primeiro em Diário do Pará.






