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PF apreende R$ 30,2 milhões em dinheiro por crimes eleitorais

PF apreende R$ 30,2 milhões em dinheiro vivo em 2026

A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 30,2 milhões em dinheiro vivo durante operações de combate a crimes eleitorais realizadas em 2026. O valor é considerado recorde pela corporação e faz parte de um total superior a R$ 45,6 milhões em bens e valores recolhidos ao longo do ano.

Os números foram apresentados neste domingo, 4, dia do primeiro turno das Eleições 2026, pelo diretor-geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues. Segundo ele, as investigações buscam identificar a origem e o destino dos recursos, além de esclarecer sua possível vinculação com campanhas, candidatos e práticas como compra de votos e caixa dois.

Embora as circunstâncias das apreensões levantem suspeitas de ligação com o processo eleitoral, a responsabilidade dos envolvidos ainda dependerá da conclusão dos inquéritos.

PF instaura mais de 1.200 inquéritos em 2026

Somente em 2026, a Polícia Federal instaurou 1.292 inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais e realizou 62 operações em diferentes regiões do país. Considerando também procedimentos abertos em anos anteriores que continuam em andamento, a corporação mantém mais de 2.200 investigações sobre esse tipo de delito.

“Esse é um esforço que temos feito não só ao longo deste ano, mas também nos anos anteriores”, afirmou Andrei Rodrigues.

Apreensões no dia da votação

No balanço apresentado durante a manhã, o diretor-geral informou que a PF já havia apreendido mais de R$ 357 mil em espécie somente neste domingo. Desse total, mais de R$ 300 mil foram encontrados durante uma operação realizada em Roraima.

De acordo com Andrei Rodrigues, os elementos encontrados indicam uma possível relação dos recursos com o processo eleitoral, mas a confirmação dependerá do avanço das investigações.

“Só hoje já foram mais de R$ 357 mil que a Polícia Federal apreendeu em dinheiro vivo”, declarou o diretor-geral.

As ocorrências registradas no dia da votação envolvem principalmente suspeitas de corrupção eleitoral, compra de votos e propaganda irregular. Apesar das ações policiais, a PF informou que, até o momento da coletiva, nenhum episódio havia comprometido o andamento da votação no país.

Combate ao crime organizado e violência política

A atuação da Polícia Federal também está voltada para impedir que organizações criminosas e milícias interfiram nas eleições, financiem candidaturas ou utilizem o processo político para ampliar sua presença em governos e parlamentos.

Segundo Andrei Rodrigues, a PF atua na proteção dos candidatos à Presidência da República, na segurança do processo eleitoral e na investigação de grupos que possam tentar se infiltrar nas disputas.

“Temos cautela para que o crime organizado e as milícias não se infiltrem no processo eleitoral de alguma maneira”, afirmou.

A operação nacional reúne a PF, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Penal Federal e as forças de segurança dos estados, sob a coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Violência política de gênero

Outro dado destacado no balanço foi a abertura de 97 inquéritos para investigar violência política de gênero. Esses procedimentos apuram ameaças, perseguições, constrangimentos e outras condutas praticadas contra mulheres por causa de sua participação na política.

A legislação brasileira considera crime impedir ou dificultar a campanha de uma candidata ou o exercício do mandato de uma mulher utilizando discriminação, ameaça ou violência.

Os valores e as ocorrências apresentados pela Polícia Federal são preliminares e podem aumentar com o registro de novos casos e a atualização dos sistemas da corporação ao longo do domingo.

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