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Mãe de ex-aluno da UNAMA desaba e pede justiça: “As balas do Bruno estão em mim”

Mãe do ex-aluno da UNAMA, Bruno Hashimura, desabafou sobre a dor da perda e cobrou justiça após o jovem ser morto por bombeiro em SP.

A mãe do ex-aluno do curso de Medicina da UNAMA Santarém, Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, pediu justiça e se emocionou ao falar sobre a morte do filho: “As balas do Bruno estão em mim”, disse Soraia Hashimura em entrevista à TV Vanguarda.

O jovem morava no interior de São Paulo, onde deu continuidade aos estudos de Medicina após se transferir da instituição paraense. Bruno foi morto a tiros na manhã de quarta-feira, 30 de setembro, por um bombeiro militar na Avenida do Povo, em Taubaté (SP), após uma discussão de trânsito.

Ainda na entrevista à TV Vanguarda, Soraia relembrou a trajetória do estudante, o companheirismo entre mãe e filho e reforçou que confia no trabalho das autoridades para a elucidação do crime: “Eu acredito na Justiça”, afirmou.

Trajetória e o sonho de ser médico

Bruno Hashimura iniciou a graduação em Medicina na Universidade da Amazônia (UNAMA), no campus de Santarém, no oeste do Pará, antes de seguir para São Paulo. Ele também chegou a cursar parte da faculdade na Argentina, única opção que a família conseguia arcar financeiramente naquele período.

O jovem disputou a transferência externa para a Universidade de Taubaté (UNITAU), onde conquistou a única vaga disponível no processo seletivo, disputada com outros 15 candidatos. Casado e pai de um menino de apenas 2 anos, Bruno havia vendido seu carro antigo para ressarcir o avô materno pelo veículo que utilizava no trajeto diário rumo à faculdade.

Entenda o caso

O crime aconteceu quando o carro conduzido por Bruno e o veículo do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira pararam no trânsito de Taubaté. O estudante foi atingido por quatro disparos de arma de fogo e não resistiu.

Em depoimento prestado à Polícia Civil, o bombeiro alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que acreditava ser uma tentativa de assalto. No entanto, uma testemunha que presenciou a ação relatou versão contrária, afirmando que o militar desceu do seu veículo, quebrou o vidro do carro de Bruno com cotoveladas e efetuou os disparos.

Marcos Paulo foi preso em flagrante no dia do crime, mas obteve liberdade provisória durante audiência de custódia realizada no dia seguinte, mediante o cumprimento de medidas cautelares. 

A decisão gerou indignação entre familiares, amigos e colegas de faculdade, que realizaram protestos na cidade cobrando punição. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) já ingressou com recurso solicitando a prisão preventiva do bombeiro.

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