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Estudante de medicina morto a tiros era pai e deixa um filho de 2 anos; família desabafa sobre a tragédia

O estudante de medicina Bruno Hashimura, de 23 anos, morto a tiros por um bombeiro em São Paulo, um filho de 2 anos. Família desabafou. Foto: Reprodução

O estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morto a tiros por um bombeiro na cidade de Taubaté, no interior de São Paulo, deixa esposa e um filho de 2 anos. O vídeo com o pequeno começou a circular nas redes sociais após a tragédia. Veja:

“Era um menino de ouro. O sonho dele era ser médico e interromperam um sonho por besteira”, disse Ailton San Juliano, avô de Bruno, em entrevista à TV Vanguarda. “Ele estava voltando da faculdade, ele estudava, era a família que amava ele. E aí, vai trazer de volta? Não vai”, afirmou o primo Felipe San Juliano.

No vídeo publicado pela Unama de Santarém, onde o jovem iniciou o curso antes de viajar para São Paulo, é possível ver o entusiasmo com o início dos estudos:

Homenagens

Bruno recebeu diversas homenagens de amigos, familiares e das instituições onde passou. Na noite desta quinta-feira, 1º de outubro, foi organizado um protesto após a liberação do bombeiro da prisão. “É inaceitável e revoltante saber que, mesmo diante de um crime tão grave, a impunidade pareça prevalecer. A dor da família e dos amigos não pode ser silenciada”, diz a publicação.

O autor do crime

O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira foi preso em flagrante após o disparo que matou Bruno. Ele está na corporação há pouco mais de dez anos e estava afastado por licença desde maio.

Na quinta-feira, 1º, o bombeiro passou por audiência de custódia e recebeu liberdade provisória, com medidas cautelares, incluindo comparecimento bimestral em juízo, o recolhimento domiciliar noturno nos fins de semana e dias de folga e a proibição de deixar a comarca por mais de 15 dias sem comunicar à Justiça.

Também ficou determinado que Marcos não se aproxime nem mantenha contato com os familiares de Bruno. A defesa do bombeiro disse que ele agiu em legítima defesa.

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