O processo que apura a morte de Alciele Alencar avançou para uma etapa decisiva nesta sexta-feira (2). A Justiça determinou que Pedro do Nascimento Santana Júnior, acusado de matar a mulher com quase 100 socos, seja submetido ao Tribunal do Júri de Tomé-Açu, no nordeste do Pará.
A decisão foi tomada depois que a Justiça analisou os elementos reunidos ao longo do processo. Para o juiz responsável pelo caso, há comprovação de que o crime ocorreu e elementos que apontam para a participação do acusado. Por isso, o processo seguirá para apreciação do Conselho de Sentença.
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Na prática, a pronúncia encerra a fase em que a Justiça avalia se existem fundamentos para levar a acusação ao júri. Isso ainda não significa uma condenação. A responsabilidade de decidir sobre os crimes dolosos contra a vida atribuídos a Pedro Santana será dos jurados durante a sessão de julgamento.
A família de Alciele também participou ativamente da tramitação por meio da Assistência de Acusação, conduzida pelo advogado Leandro Amaral. A representação acompanhou a produção das provas e defendeu, ao final da fase de instrução, que o acusado fosse levado ao Tribunal do Júri.
Agora, o processo entra nos procedimentos que antecedem a sessão do júri, que ainda será divulgada pela Justiça do Pará. Enquanto isso, Pedro do Nascimento Santana Júnior continuará preso preventivamente por determinação judicial. “Vamos esperar se a defesa dele irá recorrer, mas acho pouco provável”, disse Leandro Amaral, advogado da família de Alciele.
Relembre o caso
A agressão do acusado contra Alciele Alencar aconteceu na noite do dia 1º de março, em Tomé-Açu. Ela estava no carona de um mototaxista, mas foi perseguida pelo companheiro que estava em outra motocicleta, que a alcançou e tirou do veículo, dando início às agressões.
Câmeras registraram o ataque que, segundo a investigação, foram mais de 80 socos que, incluíram também, chutes. Alciele ficou desacordada no local, enquanto que Pedro Nascimento fugiu do local.
A mulher foi socorrido e trazida para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua. Ela ficou internada por cerca de 10 dias, mas apesar dos esforços, a equipe médica da unidade confirmou a morte cerebral de Alciele devido os golpes sofridos.
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De lá para cá, são sete meses desse crime de feminicídio, mas que agora pode ser feito justiça, sobretudo aos familiares de Alciele. “Nós conseguimos reunir provas que ajudaram a chegar nessa decisão, que consideramos que foi de uma maneira célere. Agora, só esperamos a marcação do dia do julgamento, para que a justiça seja feita”, concluiu Leandro Amaral advogado da família da vítima





