Mercado Financeiro

Dólar Comercial R$ 5,22 ▲
Euro R$ 5,64 ▲
Bitcoin +3.2% ▲

Editorias

Remo: Tonhão revela bastidores das saídas de Guto Ferreira e Pedro Rocha

Os bastidores das saídas do técnico Guto Ferreira e do atacante Pedro Rocha do Remo após o acesso à Série A ganharam novos detalhes. Pela primeira vez de forma pública, o presidente azulino, Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, falou sobre as negociações e apontou diferenças financeiras e contratuais como fatores que dificultaram a permanência dos dois profissionais no clube.

Em entrevista ao programa Jogo Aberto PA, da RBATV, da última quarta-feira (30), Tonhão explicou que as tratativas para a renovação com Guto Ferreira foram prejudicadas por uma questão relacionada à multa rescisória e pelo impacto financeiro que o novo acordo representaria para o Remo, que havia sido recentemente promovido à Série A do Campeonato Brasileiro de 2026.

Conteúdo relacionado

Segundo o presidente, a negociação acabou travada por uma situação que, de acordo com ele, só ficou clara após a saída de algumas pessoas envolvidas no processo. “A não permanência do Guto foi uma razão. A negociação foi dificultada por um motivo específico que eu só fui saber depois da saída de algumas pessoas”, afirmou Tonhão. Vale ressaltar que o ex-executivo de futebol Marcos Braz é quem conduziu a negociação.

Pedro Rocha tinha interesse em permanecer, diz presidente

A situação envolvendo Pedro Rocha, segundo o dirigente, teve características diferentes. Tonhão afirmou que o atacante demonstrou interesse em continuar no Remo, mas condicionou a permanência a melhorias na estrutura oferecida pelo clube. Além disso, o presidente relatou que a negociação envolvia um valor elevado em luvas, considerado incompatível com a capacidade financeira do Remo naquele momento.

“A situação do Pedro Rocha foi diferente. Ele tem profissionais que trabalham com ele, e ele falou para mim que o Remo precisaria melhorar sua estrutura para o Remo melhorar, e isso ele foi bem claro. Isso valorizou a pedida dele, que já tinha uma negociação com o Coritiba, mas ele tinha o interesse de ficar desde que melhorasse algumas coisas, mas aconteceu uma pedida muito alta em termos de luvas para pagamento imediato”, disse.

Versões diferentes sobre saída de Pedro Rocha

A saída de Pedro Rocha também já havia sido relacionada, nos bastidores, à atuação do então executivo de futebol Marcos Braz. O processo de negociação e a não permanência do atacante e de Guto Ferreira ocorreram após o acesso do Remo à elite nacional. Posteriormente, ao explicar sua saída do clube paraense, Pedro Rocha apresentou uma versão diferente da atribuída anteriormente ao ex-executivo remista.

O atacante negou que tivesse pedido para deixar o Remo e afirmou que ele e a família tinham uma boa relação com Belém. Segundo Pedro Rocha, a esposa também teve participação na decisão de se mudar para a capital paraense. “Muita gente disse que minha esposa não gostava daqui, que eu queria ir embora, e não tem nada disso. A gente amou Belém”, afirmou o jogador.

A declaração contrasta com uma fala anterior de Marcos Braz, que havia abordado a situação de Pedro Rocha durante entrevista concedida em abril ao canal Charla Podcast, no YouTube. “O Pedro queria sair. Pediu para sair”, declarou. As negociações ocorreram no período posterior ao acesso do Remo à Série A, em um momento de reformulação do elenco e de adequação do clube aos custos necessários para disputar a elite do futebol brasileiro.

Compartilhe:

WhatsApp
X
Facebook
Threads