O concurso IBGE para recenseador recebeu uma nova autorização do Governo Federal. O aval permite ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística abrir 27.330 vagas temporárias para atuação no Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola de 2027.
A nova autorização foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira, 28 de setembro, por meio de portaria conjunta assinada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Agora, o IBGE terá seis meses para publicar o edital, contados a partir da nova autorização. Com isso, o documento poderá ser divulgado até março de 2027.
Apesar do novo prazo, os preparativos estão adiantados. A Fundação Cesgranrio já foi previamente selecionada como banca organizadora da seleção. A assinatura do contrato dependia da publicação do novo aval.
Com a autorização liberada, o processo para formalizar a contratação da banca poderá avançar.
Concurso IBGE para recenseador terá 27.330 vagas
A nova seleção prevê 27.330 vagas temporárias para recenseador. Os profissionais trabalharão na coleta de informações do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, levantamento previsto para 2027.
A seleção terá provas objetivas, com caráter eliminatório e classificatório. A aplicação está prevista para ocorrer em 2.600 municípios, distribuídos pelas cinco regiões brasileiras.
O cargo exigirá ensino médio completo. A remuneração ainda não foi definida pelo instituto.
A mudança representa uma diferença importante em relação ao último Censo Demográfico. Em 2022, o cargo de recenseador exigia apenas o ensino fundamental.
Resumo do concurso IBGE para recenseador
Instituição: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Situação: autorizado
Cargo: recenseador
Vagas: 27.330
Escolaridade: ensino médio completo
Banca: Fundação Cesgranrio
Tipo de contratação: temporária
Provas: objetivas
Remuneração: ainda não definida
Por que o IBGE precisou de uma nova autorização?
O novo aval foi necessário porque uma autorização anterior perdeu a validade.
Em dezembro de 2025, o Governo Federal havia autorizado o IBGE a contratar mais de 27 mil recenseadores temporários, além de profissionais para outros cargos destinados ao Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.
Na ocasião, o instituto deveria publicar o edital em até seis meses. O prazo terminaria em junho de 2026.
Entretanto, o IBGE não conseguiu concluir dentro desse período a escolha da banca responsável pela seleção dos recenseadores. Sem o edital publicado no prazo, a autorização anterior deixou de produzir efeitos.
Por isso, o Governo Federal precisou emitir uma nova portaria autorizativa para permitir a continuidade dos preparativos.
Os demais cargos previstos para o Censo Agro seguiram outro cronograma. O IBGE conseguiu publicar os respectivos editais e já realizou as provas de parte dessas seleções.
Quando sai o edital do concurso IBGE?
O novo aval estabelece um prazo de até seis meses para a publicação do edital. Portanto, o documento deverá sair até março de 2027.
O cronograma, porém, pode avançar antes desse limite.
Isso porque a Fundação Cesgranrio já foi definida como organizadora da seleção. Dessa forma, o IBGE não precisará começar novamente todo o processo de escolha da banca.
Antes da nova autorização, o coordenador de Recursos Humanos do instituto, Bruno Malheiros, havia informado ao Qconcursos Folha Dirigida que a expectativa era publicar o edital entre o fim de setembro e o início de outubro.
“Nossa expectativa é publicar este edital no fim de setembro ou no começo de outubro”, confirmou o coordenador de RH.
O novo aval altera o cenário porque a autorização anterior perdeu a validade. Assim, o cronograma precisará ser ajustado conforme os procedimentos administrativos decorrentes da nova portaria.
Recenseador do IBGE passará a exigir ensino médio
Uma das principais mudanças previstas para o concurso IBGE de recenseador envolve a escolaridade.
O instituto deixará de exigir apenas o ensino fundamental e passará a cobrar ensino médio completo para o cargo nesta seleção.
A alteração considera as características do próximo levantamento.
O Censo Demográfico percorre os domicílios brasileiros para levantar informações sobre a população. Já o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola trabalha com dados específicos de propriedades rurais e atividades econômicas.
Os recenseadores deverão coletar informações relacionadas à produção agrícola, à pecuária, à aquicultura e às atividades florestais.
Segundo Bruno Malheiros, esse perfil mais específico justifica a mudança no requisito de escolaridade.
“O recenseador vai ser de nível médio dessa vez, diferente das vezes anteriores. Até o Censo Demográfico de 2022, a gente contratava o recenseador como nível fundamental. É possível que o Demográfico continue assim, mas, no caso do Censo Agro, existem questões muito específicas, muito detalhadas. É preciso ter um nível de conhecimento maior, então a exigência vai ser de nível médio”, explicou.
Portanto, a exigência de ensino médio vale para a seleção destinada ao Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola de 2027. O requisito de futuros processos seletivos para o Censo Demográfico ainda não está definido.
Remuneração do recenseador terá parcela fixa
Outra novidade prevista para os contratados será o modelo de remuneração.
No Censo Demográfico de 2022, o pagamento dos recenseadores estava diretamente relacionado à produtividade. O valor variava conforme a quantidade de questionários aplicados e entrevistas realizadas.
Para o novo levantamento, o IBGE pretende adotar um modelo diferente.
O trabalhador terá uma parcela fixa de remuneração, somada a uma parte variável.
“O recenseador vai ter um salário fixo, que é uma novidade. Ele também vai ter uma parcela variável, diferente do que acontecia até o Censo de 2022.”
O instituto ainda não informou quanto será pago aos recenseadores.
Segundo Bruno Malheiros, o valor dependerá da disponibilidade orçamentária e deverá ser divulgado em momento mais próximo da publicação do edital.
A nova estrutura também deverá ampliar o conjunto de benefícios dos trabalhadores temporários.
Entre os direitos previstos estão auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio-creche para quem tiver direito, gratificação natalina e férias proporcionais.
“Por ter um salário fixo, ele vai ter direito ao auxílio-alimentação, auxílio-transporte, enfim, todos os direitos que os trabalhadores têm.”
Assim, o novo modelo combina uma remuneração fixa com uma parcela variável de acordo com a produtividade.
Como serão as provas do concurso IBGE?
O novo processo seletivo terá provas objetivas, com caráter eliminatório e classificatório.
O edital ainda não foi publicado. Por isso, o IBGE não divulgou oficialmente o número de questões, a distribuição das disciplinas ou os critérios de aprovação.
No último edital para recenseador, lançado em 2022, a prova cobrou Língua Portuguesa, Ética no Serviço Público, Matemática e Conhecimentos Técnicos.
Essas disciplinas podem servir como referência para os candidatos que desejam iniciar a preparação. No entanto, o conteúdo definitivo da nova seleção dependerá do edital.
A aplicação das provas está prevista para 2.600 municípios de todas as regiões do país, conforme as informações já divulgadas sobre a seleção.
IBGE já tem outras seleções para o Censo 2027
O concurso para recenseador não será a única contratação temporária do IBGE para o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola de 2027.
O instituto já publicou dois editais com 9.652 vagas temporárias para outras funções.
O primeiro processo seletivo ofereceu 8.238 vagas de nível médio para agente censitário supervisor, agente censitário administrativo, agente censitário de informática, agente operacional regional e agente censitário regional.
As oportunidades foram distribuídas da seguinte forma: 4.143 para agente censitário supervisor, com remuneração de R$ 3.480; 1.110 para agente censitário administrativo, com R$ 2.128; 1.089 para agente censitário de informática, também com R$ 2.128; 948 para agente operacional regional, com R$ 4.008; e 948 para agente censitário regional, com R$ 3.858.
A organização ficou sob responsabilidade do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação, o IBFC. As provas objetivas ocorreram em 27 de setembro.
Outro edital abriu 1.414 vagas temporárias para agente censitário de qualidade e analista censitário.
O primeiro cargo teve 394 oportunidades e remuneração de R$ 2.932. Já o cargo de analista censitário contou com 1.020 vagas e remuneração de R$ 5.255,40.
Nesse caso, o Instituto Avalia organizou o processo seletivo. As provas objetivas ocorreram em 30 de agosto.
Com a nova autorização, o IBGE avança agora na preparação da seleção que terá 27.330 vagas de recenseador.
O próximo passo será a formalização dos procedimentos com a Fundação Cesgranrio e, posteriormente, a publicação do edital. É nesse documento que serão confirmados o cronograma, o conteúdo das provas, os critérios de contratação e os valores da remuneração.
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