Um boato que se espalhou nas redes sociais afirma que há uma suposta pretensão do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), em retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de “Padroeira do Brasil” e classificar como “padroeira dos católicos apostólicos romanos”.
A polêmica veio à tona depois de um comentário na Globo News que falava sobre a possibilidade de deputados evangélicos ligados à Flávio Bolsonaro, pautarem o tema no Congresso Nacional.
O suposto projeto de lei circulou em sites e redes sociais apoiadoras do também candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a repercussão negativa, a emissora se retratou.
Em vídeo nas redes sociais, Flávio Bolsonaro classificou a tentativa de ligar seu nome ao projeto como “grande mentira”. “Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto. Então vamos lá, até o final, o PT só sabe fazer isso: mentir”, disse Flávio no vídeo.
Não é de hoje
A polêmica, contudo, não vem de hoje: a origem é um projeto de lei na Câmara dos Deputados proposto em 2008 pelo então deputado Professor Victorio Galli (MT),quando ele era do PMDB.
Em 2018, a polêmica também circulou e o boato foi rechaçado em nota da Câmara: “o projeto foi arquivado por ter sido rejeitado na única comissão que analisou seu mérito”, diz o texto.
Críticas
Na reta final das eleições no 1º turno, alguns cientistas políticos e sociólogos apontam a prática como “irresponsável”. Savio di Maio, por exemplo, mestre e doutor em Ciência Política, afirmou que a narrativa é “repugnante” e “reprovável”.
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