A filosofia sai dos espaços tradicionalmente acadêmicos e encontra a música eletrônica nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a partir das 19h, no Núcleo de Conexões Na Figueiredo, em Belém. O evento “Não é Filosofia Pop” propõe uma noite que combina debates sobre o pensamento do filósofo britânico Mark Fisher (1968–2017) com música, performances e pista de dança.
A programação reúne pesquisadores de diferentes áreas para discutir temas relacionados à obra de Fisher. Eles passam por música eletrônica, punk, feminismo, cultura pop e música experimental. Participam dos debates: Camille Castelo Branco, Mateus Abreu Pereira, Bráulio Rodrigues e Maurício Borba Filho. Junto com eles, a mediação é de Ricardo Martins e Ana Carolina Mourão.
Um seminário acadêmico em um formato diferente
Segundo Ricardo Martins, um dos organizadores, a proposta deriva da experiência do I Colóquio Mark Fisher. Este evento, realizado em 2025 no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA, gerou interesse pela obra de Fisher. Além disso, os organizadores se inspiraram em eventos que aproximam filosofia e música. A partir daí surgiu a ideia de transformar a discussão em uma experiência que também ocupasse a pista de dança.
“Fomos atrás de amigos do mundo acadêmico e da cena da música eletrônica de Belém, para se unirem ao projeto de se realizar uma festa, que é ao mesmo tempo um seminário acadêmico”, explica Ricardo.
Há pesquisadores da Antropologia, Psicanálise, História, Filosofia e Direitos Humanos entre os participantes, assim como músicos e escritores. Para Ricardo, o ponto de encontro está justamente na relação de todos com a obra de Fisher e com a música.
Conceito de ‘realismo capitalista’ está entre as ideias de Fisher
Entre os conceitos discutidos, está o “realismo capitalista”, ideia em que Fisher analisou a dificuldade de imaginar alternativas ao sistema econômico vigente. O conceito será abordado pelo pesquisador Bráulio Rodrigues. Para o pesquisador, Fisher permanece sendo debatido porque sua obra oferece ferramentas para compreender problemas que continuam presentes. “Fisher continua relevante porque diagnosticou uma estrutura de sentimento que se aprofundou”, afirma.
Como vai funcionar?
Além dos debates, o público poderá participar das discussões por meio de falas abertas e acompanhar os DJs BB Lamy e Pedro HBR, com Jambu Freitas como host. A pista de dança também faz parte da proposta do encontro, pensada não apenas como espaço de entretenimento, mas como uma forma de imersão na experiência.
Para Ricardo, a combinação resume a proposta do evento: uma noite “eletro-acadêmica” ou “synth-crítica”, em que música e pensamento se encontram para discutir o presente e imaginar possibilidades de futuro.
Chegue junto
Evento “Não é Filosofia Pop”: Debates sobre Mark Fisher, música eletrônica e cultura, além de DJ sets com BB Lamy e Pedro HBR.
Quando: Sexta-feira, 25 de setembro, às 19h.
Onde: Núcleo de Conexões Na Figueredo (Av. Gentil Bittencourt, 449 – Nazaré)
Quanto: A partir de R$10 (plataforma Shotgun)
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