A empresária e ex-vereadora do Rio de Janeiro Veronica Costa (PL), conhecida como Mãe Loira do Funk, foi presa na noite desta quinta-feira (24) por uma equipe da Polinter. Ela havia sido considerada foragida após não ser localizada para o cumprimento de um mandado de prisão.
Veronica foi encontrada no Vale das Videiras, em Araras, distrito de Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A prisão ocorreu após a Justiça determinar o cumprimento da pena de 10 anos e oito meses de reclusão, inicialmente em regime fechado, pela condenação definitiva por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa.
A ordem de prisão foi expedida após o trânsito em julgado do processo, quando não há mais possibilidade de recurso. Na quarta-feira (23), policiais chegaram a procurar a ex-vereadora em um endereço na Barra da Tijuca, mas ela não foi localizada.
Além de Veronica, outras três pessoas foram presas durante a ação da Polícia Civil. Entre elas estão Bruno Chaves Ribeiro, irmão da ex-vereadora, também condenado a 10 anos e oito meses de prisão; Tatiane Chaves Ribeiro, irmã de Veronica; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane e cunhado da funkeira.
Uma quinta pessoa procurada por envolvimento no caso continua foragida. As informações são do G1.
Entenda o caso de tortura
O processo teve origem em fevereiro de 2011. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Márcio Costa, então marido de Veronica, foi levado para o quarto do casal, onde teria sido amordaçado, vendado e amarrado pela então vereadora e por familiares.
A acusação descreveu que a vítima foi mantida em cárcere privado, ameaçada e submetida a agressões. Conforme a denúncia, as agressões teriam ocorrido em meio a acusações de relacionamento extraconjugal e de desvio de recursos arrecadados durante campanha eleitoral.
Márcio procurou a Polícia Civil naquele mesmo mês e denunciou as agressões. A primeira condenação no processo foi proferida em 2019, oito anos depois do início das investigações.
Pena foi elevada
Em primeira instância, Veronica Costa havia sido condenada a cinco anos e dez meses de prisão. O Ministério Público recorreu e, em 2023, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro elevou a pena para 10 anos e oito meses, determinando o início do cumprimento em regime fechado. Os desembargadores também mantiveram a perda do mandato de vereadora.
Na época da decisão, Veronica negou o crime. Em manifestações nas redes sociais, afirmou que teria sido vítima de violência doméstica praticada pelo ex-marido, classificou a decisão judicial como injusta e questionou as provas utilizadas no processo.
Com o posterior trânsito em julgado da ação penal, a Justiça determinou o início do cumprimento da pena e expediu o mandado de prisão.
Familiares também foram condenados
Outros quatro integrantes da família de Veronica também foram condenados no mesmo processo. Bruno Chaves Ribeiro, irmão da ex-vereadora, recebeu pena de 10 anos e oito meses. Tatiane Chaves Ribeiro, irmã de Veronica; Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane; e Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto da ex-parlamentar, foram condenados a 10 anos de prisão cada.
As penas dos familiares também foram elevadas na decisão de 2023 e devem ser cumpridas inicialmente em regime fechado. Os recursos apresentados pelas defesas foram posteriormente rejeitados.
Trajetória de Veronica Costa
Veronica Costa ganhou projeção pública no funk carioca, principalmente por sua participação na Furacão 2000. Posteriormente, ingressou na política e exerceu seis mandatos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
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