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“Vá embora”: médium diz ter feito contato com Alanzinho Maniçoba em cemitério de Belém

Uma suposta conversa com o espírito de Alanzinho Maniçoba, no cemitério do Tapanã, em Belém, virou um dos vídeos mais comentados do canal Lanna SobrenaturalYT. Na gravação, que já se aproxima de 7 mil visualizações, a médium espiritualista Lanna afirma ter estabelecido contato com o criminoso paraense, morto após uma trajetória marcada por violência e polêmicas.

Segundo o relato apresentado no vídeo, a entidade que a médium identifica como Alanzinho afirma que não quer ajudá-la e se apresenta como um “espírito do mal”. Em determinado momento da suposta comunicação, ele também teria dito que estaria “incorporando” em três homens para praticar maldades no mundo dos vivos.

No fim da gravação, a voz atribuída ao espírito manda a médium ir embora.

Para realizar a sessão, Lanna utiliza um aparelho eletrônico semelhante a uma pequena caixa de som. Segundo ela, o equipamento é utilizado para estabelecer comunicação com seus “mentores espirituais”, que teriam nomes específicos e atuariam como mediadores durante os contatos com supostos espíritos.

A gravação, entretanto, não comprova que a voz ou a entidade sejam de Alanzinho Maniçoba. O conteúdo é apresentado pela médium como uma experiência sobrenatural.

Quem foi Alanzinho Maniçoba?

Alanzinho Maniçoba, nome pelo qual ficou conhecido Alan Júnior Alves Ferreira, entrou para a memória popular do Pará de uma maneira incomum: por meio de uma entrevista que rapidamente ultrapassou os limites da cobertura policial.

Diante das câmeras, ele demonstrava uma tranquilidade desconcertante ao falar sobre a própria trajetória no crime. Em meio a declarações provocativas, brincadeiras e até um rap improvisado, Alanzinho acabou transformando uma entrevista jornalística em um dos registros mais marcantes sobre sua figura.

As próprias frases ditas diante das câmeras ajudaram a construir o personagem que seria lembrado posteriormente. “Eu sou vagabundo”, “eu sou o tipo do cara que não vivo sem treta” e “é o diabo quem me dá, não tenho culpa” foram algumas das declarações que passaram a circular em vídeos e recortes nas redes sociais.

A viralização de Alanzinho Maniçoba

A entrevista, em 2011 pela RBATV, conduzida pelo repórter Isidoro Calixto durante a madrugada e outra na sequência para a repórter Erika Torres, rapidamente ganhou as redes e atravessou o tempo. O conteúdo foi ressignificado, virou meme e segue vivo até hoje como figurinha de zap, mais de uma década depois, mostrando como a cultura digital reaproveita registros reais de forma descontraída e cotidiana.

A trajetória teve um fim violento em maio de 2012, quando Alanzinho foi morto no bairro do Bengui, em Belém, durante a madrugada. A polícia nunca identificou os autores do crime, mas a principal linha de investigação apontou para um possível acerto de contas. O episódio encerrou uma história marcada por contradições, que seguiram ecoando no imaginário popular.

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