A irmã de Evelyn Dantas, a influenciadora investigada por envolvimento na morte de um policial militar, assassinada na última semana, usou as redes sociais para defender a irmã: “ela só respondia por droga e arma”, disse em vídeo.
“Minha irmã respondia processo por arma e droga, mas sempre quiseram jogar ‘homicídio’ para cima da minha irmã”, diz a mulher, justificando que a irmã não participou da morte do sargento de Mãe do Rio e foi processada “apenas” por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
“A gente conseguiu provar que não era ela. Mesmo assim tiraram a vida da minha irmã”, afirma a irmã de Evelyn, sem, contudo, apresentar qualquer documento sobre o caso. A “influenciadora” foi morta a tiros na frente de casa, dias após ser liberada para cumprir medidas cautelares.
Fuga para o Rio de Janeiro
Antes da execução, ela teria recebido o alerta de um comparsa para fugir para o estado do Rio de Janeiro e se abrigar na Penha, base operacional do Comando Vermelho, facção que Evelyn estaria envolvida.
“Liberdade cantou, como tá a visão?”, teria perguntado Evelyn ao homem. “Tá esperta na tua área? Os pnc do TCP tão querendo ganhar território”, responde. “Tô ligada, qual o papo deles?”, questiona a “influenciadora”. A resposta é direta: “tenta sair fora daí, vem pra Penha”.
“TCP” seria da facção Terceiro Comando Puro, pichada na casa onde Evelyn foi assassinada. A facção é rival do Comando Vermelho, que tem base no Complexo de Israel, um conjunto de cinco comunidades na zona norte do Rio de Janeiro.
11 mortes após o assassinato do policial
Além dela, outras 10 pessoas foram mortas em confrontos policiais após o assassinato do sargento da reserva Antônio Anildo Alves, conhecido como “Boçal”.
As primeiras mortes aconteceram durante operação para identificar suspeitos envolvidos na execução do sargento Alves, registrada no final da tarde do dia 29 de julho, em frente a um supermercado no centro de Mãe do Rio.
A escalada de violência atravessou outras cidades paraenses, onde investigados morreram confronto com a polícia. A última morte foi a da influenciadora, esta, porém, com suposta retaliação de outra facção. O caso segue investigado pela Polícia Civil.
A Polícia Civil do Pará investiga o caso. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a autoria ou a motivação do crime.
O post Irmã diz que influenciadora morta só respondia por “arma e droga” e descarta participação em morte de PM apareceu primeiro em Diário do Pará.






