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“Tem uma vaga aberta”, diz Mazola, que cobra intensidade do Paysandu

O empate por 2 a 2 com a Inter de Limeira, neste domingo (20), na Curuzu, deixou o Paysandu em situação delicada no quadrangular da Série C. O Papão chegou a ficar duas vezes à frente no placar, mas sofreu o empate nos acréscimos e somou apenas um ponto na terceira rodada. Para o técnico Mazola Júnior, que fez sua reestreia no comando da equipe, o momento exige uma resposta imediata nos treinamentos.

Após a partida, o treinador afirmou que a intensidade será um dos principais critérios para definir a equipe que entrará em campo nas próximas partidas. “Futebol precisa de treino. Atleta profissional precisa treinar e precisa treinar na mesma intensidade que vai jogar. Vão ser utilizados aqueles que forem mais intensos”, afirmou Mazola.

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A declaração do treinador também envolveu dois jogadores que ainda buscam espaço no elenco: Kleiton e Nico Schiappacasse. Kleiton está há cerca de quatro meses sem atuar e, segundo Mazola, ainda não atravessa o melhor momento. “O Kleiton não passa por um momento bom, mas essa semana ele foi muito bem. O Nico, nesse momento, não tem a mínima condição de entrar jogando”, explicou.

A avaliação indica que o treinador pretende observa a evolução física e técnica dos atletas antes de dar novas oportunidades no time titular. Apesar do empate em casa, Mazola afirmou ter ficado satisfeito com a resposta apresentada pelo elenco durante a partida. “Eu me sinto vivíssimo com a resposta que o grupo deu hoje”, declarou.

Mazola mantém confiança no acesso

O Paysandu tem um ponto e ocupa a lanterna do grupo, enquanto a Ferroviária lidera com cinco. Ainda assim, o treinador destacou que o Papão terá três confrontos diretos pela frente e considera que a disputa pelo acesso continua aberta. “Tem uma vaga aberta e estamos a três pontos dela. Temos três confrontos diretos. Pelo que apresentamos hoje, voltamos a jogar”, afirmou.

O Paysandu sofreu o empate nos acréscimos depois de ter ficado duas vezes em vantagem. Para Mazola, porém, os gols sofridos não foram consequência de um problema estrutural no sistema defensivo. “Não acredito em sorte e azar. Para mim, isso é na loteria esportiva. No jogo profissional, são duas situações em que houve duas falhas voluntárias e a gente pagou um preço por isso”, avaliou.

Banco de reservas vira preocupação

Apesar da frustração pelo resultado, Mazola destacou um aspecto positivo da atuação: o Paysandu voltou a marcar dois gols depois de cinco partidas sem conseguir atingir essa marca. “Saio chateado pela ausência do resultado, mas há cinco jogos o Paysandu não fazia dois gols. E os que tomamos não foram por falha no sistema. Nada disso”, afirmou.

Com uma semana de preparação pela frente, o treinador espera recuperar jogadores e ampliar as opções para a sequência decisiva da Série C. Segundo Mazola, fortalecer o banco de reservas será uma das prioridades para o próximo compromisso. “Saímos muito esperançosos. Temos mais uma semana para trabalhar esse grupo e ir mais fortes, principalmente na saúde do nosso banco”, concluiu.

Próximo jogo

O próximo compromisso do Paysandu será justamente contra a Inter de Limeira. As equipes voltam a se enfrentar no sábado (26), às 19h30, no estádio Major Levy Sobrinho. Depois, o Papão recebe a Ferroviária na Curuzu e encerra sua participação no quadrangular diante do Brusque, fora de casa. Com três partidas pela frente, Mazola terá uma semana para preparar o elenco e buscar uma reação na tabela.

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