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“Minha irmã não tinha nada a ver”: família de Evellyn contesta acusação após execução

Evellyn Dantas passou por audiência de custódia antes de ser executada em Mãe do Rio. Foto: divulgação/reprodução

A família de Evellyn Lima Dantas, executada a tiros dentro de casa em Mãe do Rio, no nordeste do Pará, decidiu falar pela primeira vez sobre as acusações que cercaram a influenciadora antes da morte. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a irmã da vítima apareceu chorando e afirmou que Evellyn não tinha relação com o homicídio do sargento Antônio Anildo Alves.

O desabafo ocorreu dias depois da execução e em meio à circulação de informações sobre o passado policial da jovem. A irmã afirmou que a família vinha acompanhando a divulgação de acusações que, segundo ela, não correspondiam ao que constava no processo.

“Minha irmã não tinha nada a ver com isso”, afirmou a familiar, ao contestar a associação de Evellyn ao assassinato do policial.

A irmã também criticou a forma como parte da imprensa teria tratado o caso. Segundo ela, informações sobre Evellyn foram repetidas nas redes sociais sem que, na avaliação da família, houvesse comprovação suficiente.

“Sempre quiseram jogar isso para cima da minha irmã, mas a gente conseguiu tirar, conseguiu provar que não era ela”, disse, em meio ao choro.

O que a irmã de Evellyn afirma

Durante o desabafo, a familiar disse que a irmã respondia a processos por crimes relacionados a tráfico de drogas e porte ilegal de arma, mas negou que ela tivesse ligação com o assassinato do sargento.

“Minha irmã respondia no processo, mas não tinha nada a ver com isso”, afirmou.

O trecho divulgado nas redes sociais apresenta falas emocionadas e parcialmente interrompidas pelo choro. Ainda assim, a mensagem central da família ficou clara: os parentes contestam a associação de Evellyn ao homicídio de Antônio Anildo Alves.

A família também afirma que vinha tentando esclarecer a situação antes mesmo da morte da influenciadora.

Segundo a irmã, a divulgação de informações sobre Evellyn provocou uma onda de comentários e acusações nas redes sociais. Depois da execução, a família decidiu se manifestar publicamente para contestar o que considera uma narrativa injusta sobre a vítima. Veja o vídeo:

Evellyn foi executada dentro de casa

Evellyn Dantas foi morta na madrugada de 16 de setembro, em Mãe do Rio. Segundo informações divulgadas sobre o caso, homens armados invadiram a residência onde ela estava.

A vítima foi retirada do imóvel e executada na área externa da casa. A ação teria sido registrada por câmeras de segurança.

Depois do crime, uma inscrição com a sigla TCP apareceu na fachada da residência. A polícia passou a analisar a possibilidade de a marca ter relação com a execução, mas ainda não confirmou quem matou Evellyn nem quem teria ordenado o crime.

A Polícia Civil trabalha para identificar autores e mandantes e esclarecer a motivação.

O caso do sargento Alves entrou na história

Antes de morrer, Evellyn estava no centro de uma investigação relacionada à morte do sargento da reserva da Polícia Militar Antônio Anildo Alves.

O policial foi assassinado em julho de 2026, em Mãe do Rio. Segundo as informações divulgadas durante a investigação, ele foi atacado dentro de um supermercado.

Evellyn acabou presa durante a apuração. Ela também foi autuada por tráfico de drogas após a apreensão de entorpecentes e carregadores de arma, segundo informações divulgadas sobre a operação. Posteriormente, conseguiu liberdade provisória.

É justamente essa associação que a irmã agora contesta.

A família afirma que Evellyn respondia por crimes relacionados a drogas e armas, mas que não tinha participação no homicídio do sargento.

A diferença é importante porque uma coisa é responder judicialmente por determinado crime. Outra é ser apontada como participante de um homicídio.

No caso de Evellyn, a família afirma que essa distinção acabou sendo perdida na repercussão do caso.

“A mídia só quer ganhar com a desgraça dos outros”

Em outro trecho do vídeo, a irmã critica a cobertura da imprensa e diz que veículos estariam interessados apenas na repercussão da tragédia.

Na sequência, ela volta a defender a irmã e diz que a família teria conseguido demonstrar que Evellyn não tinha participação no crime atribuído a ela.

Até então, o nome de Evellyn circulava principalmente associado à investigação sobre a morte do sargento e às circunstâncias violentas da própria execução.

Agora, os familiares tentam apresentar outra versão sobre a trajetória da influenciadora e sobre as acusações que pesavam contra ela.

A execução que levantou novas perguntas

A morte de Evellyn acrescentou uma nova camada ao caso.

Além da investigação sobre o assassinato do sargento, as autoridades passaram a investigar uma execução com características que levantaram suspeitas de possível crime ordenado.

A inscrição “TCP” encontrada no imóvel virou um dos elementos analisados. Reportagens também relataram um suposto diálogo no qual Evellyn teria recebido um alerta sobre a presença do grupo na região. A polícia ainda precisa confirmar a autenticidade e o significado desses elementos.

A hipótese de uma retaliação ou de uma possível queima de arquivo também apareceu na apuração divulgada sobre o caso. No entanto, a autoria e a motivação da execução ainda não foram oficialmente esclarecidas.

É nesse cenário que a família decidiu falar.

Família quer que Evellyn seja lembrada de outra forma

Ao quebrar o silêncio, a irmã de Evellyn tenta retirar da história uma acusação que, segundo ela, marcou a imagem da vítima.

Chorando, ela insiste que Evellyn não participou do assassinato do sargento Alves e que os processos aos quais a irmã respondia eram relacionados a outras acusações.

A família agora cobra que essa diferença seja considerada na forma como o caso é contado.

Enquanto isso, a Polícia Civil continua investigando a execução ocorrida em Mãe do Rio.

Ainda não há resposta definitiva para as principais perguntas: quem matou Evellyn, quem ordenou o crime e qual foi a motivação?

Também permanece sob investigação a acusação que levou o nome da influenciadora ao caso do sargento Antônio Anildo Alves.

O que mudou agora é que, pela primeira vez desde a execução, a família de Evellyn decidiu apresentar publicamente sua versão e contestar as acusações que acompanharam a jovem até os últimos dias de vida.

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