Uma filmagem feita há mais de sete décadas despertou a atenção nos Estados Unidos após a divulgação de um novo lote de documentos sobre objetos voadores não identificados (OVNIs). O sexto lote de arquivos liberado pelo governo americano inclui registros de avistamentos históricos e relatos envolvendo militares em anos recentes.
Entre os casos está uma gravação realizada em Tremonton, no estado de Utah, em 2 de julho de 1952. Na ocasião, o suboficial da Marinha americana Delbert Newhouse registrou no céu um grupo de objetos brilhantes que pareciam discos voadores.
O episódio integra os arquivos históricos de investigações militares sobre OVNIs e foi abordado por veículos americanos nesta sexta-feira (18). A filmagem chama atenção por ter sido realizada em uma época em que o governo dos Estados Unidos investigava sistematicamente relatos de objetos estranhos no céu.
O que aconteceu em Tremonton?
Naquele dia, Delbert Newhouse estava viajando de Washington, D.C., para Portland, no Oregon, quando avistou objetos luminosos no céu e decidiu filmá-los.
O militar utilizou uma câmera Bell & Howell Auto Master para produzir uma gravação em filme de 16 milímetros, colorida pelo processo Kodachrome.
As imagens mostravam um grupo de objetos brilhantes voando no céu. O registro foi posteriormente incorporado às investigações do Projeto Blue Book, programa da Força Aérea dos Estados Unidos que examinou relatos de objetos voadores não identificados entre 1952 e 1969.
O caso se tornou conhecido justamente por ter sido registrado em filme, e não apenas por meio de relatos de testemunhas.
Galeria | Veja as imagens divulgadas
Força Aérea apontou gaivotas como possível explicação
A investigação militar não concluiu que os objetos filmados fossem naves extraterrestres.
Segundo os documentos relacionados ao caso, o Laboratório de Reconhecimento Fotográfico da Força Aérea analisou o material e concluiu, em 1956, que os pontos luminosos provavelmente eram gaivotas voando em correntes de ar quente.
Os investigadores também consideraram a possibilidade de que os objetos fossem balões conhecidos como pillow balloons, utilizados em determinadas atividades de pesquisa e observação.
Para verificar essa hipótese, a Força Aérea chegou a consultar a General Mills, apontada nos registros como a única fabricante conhecida desse tipo de balão na época.
A explicação envolvendo aves, no entanto, não encerrou todas as discussões sobre o caso.
O relatório consistia em 1 minuto e 19 segundos de gravação de vídeo da câmera traseira de um dispositivo celular comercial. O agente descreveu o fenômeno como “silencioso” e com “luzes piscando em vermelho, azul e verde”.
Descrição do vídeo: O AARO alterou digitalmente esta gravação, desfocando a metade inferior para ocultar informações cuja divulgação poderia afetar a privacidade ou outros interesses protegidos de uma pessoa física ou jurídica dos EUA.
00:00-00:47: A câmera faz uma panorâmica para acompanhar uma aparente fonte de luz, mantendo-a geralmente centralizada no quadro.
00:48-01:19: A câmera aumenta e diminui o nível de ampliação diversas vezes e continua a fazer a panorâmica para acompanhar a aparente fonte de luz.
Comentário da AARO: Os dispositivos celulares do tipo usado para capturar essas imagens empregam foco automático e outras funções automatizadas de processamento de imagem que podem distorcer as características morfológicas e cinemáticas aparentes de objetos distantes, principalmente em alta ampliação.
Análise questionou a intensidade do brilho
O material desclassificado também apresenta uma avaliação diferente da interpretação oficial.
Uma análise citada pelos veículos americanos considerou que era razoavelmente certo que o brilho refletido pelos objetos filmados excedia o de qualquer objeto natural de reflexão difusa, como aves brancas contra o céu.
Esse ponto alimentou dúvidas sobre a identificação dos objetos como gaivotas. A existência de uma análise divergente, porém, não comprova que o registro mostre uma nave extraterrestre.
A filmagem continua sendo um documento histórico de um avistamento investigado pelo governo americano, com interpretações diferentes sobre a natureza dos objetos.
O relatório consistia em 1 minuto e 42 segundos de gravação de vídeo da câmera traseira de um dispositivo celular comercial. O agente descreveu o fenômeno como “silencioso” e com “luzes piscando nas cores vermelha, azul e verde”.
Descrição do vídeo: Nos primeiros 2 segundos deste vídeo, o AARO alterou digitalmente a gravação, desfocando a metade inferior para ocultar informações cuja divulgação poderia afetar a privacidade ou outros interesses protegidos de uma pessoa física ou jurídica dos EUA.
00:00-00:35: A câmera foca em uma aparente fonte de luz, mantendo-a geralmente no centro do quadro.
00:36-01:04: Um veículo se aproximando influencia os filtros de processamento automático de imagem da câmera, incluindo o foco automático. A câmera permanece focada na aparente fonte de luz.
01:05-01:27: A câmera permanece focada na aparente fonte de luz.
01:28-01:37: Um veículo se aproximando influencia os filtros de processamento automático de imagem da câmera, incluindo o foco automático. A câmera permanece focada na aparente fonte de luz.
01:38-01:42: A câmera faz uma panorâmica para baixo.
Comentário da AARO: Dispositivos celulares do tipo usado para capturar esta filmagem empregam foco automático e outras funções automatizadas de processamento de imagem que podem distorcer as características morfológicas e cinemáticas aparentes de objetos distantes, particularmente em alta ampliação.
Um caso que entrou para a história dos OVNIs
O episódio de Tremonton aconteceu em um período de grande interesse público e militar pelos discos voadores nos Estados Unidos.
Em 1952, a Força Aérea americana recebia diversos relatos de objetos estranhos no céu. O Projeto Blue Book foi criado para reunir e analisar esses casos, buscando determinar se os avistamentos poderiam ser explicados por fenômenos naturais, aeronaves convencionais ou outros objetos conhecidos.
A filmagem de Newhouse se tornou um dos registros visuais examinados pelo programa.
A importância histórica do episódio está no fato de que ele reúne uma gravação produzida por um militar, uma investigação oficial e uma divergência na interpretação das imagens.
O agente que fez a denúncia descreveu o fenômeno como “silencioso” e apresentando “luzes piscantes vermelhas, azuis e verdes”.
Descrição do vídeo: Nos primeiros 2 segundos deste vídeo, o AARO alterou digitalmente a gravação, desfocando a metade inferior para ocultar informações cuja divulgação poderia afetar a privacidade ou outros interesses protegidos de uma pessoa física ou jurídica dos EUA.
00:00-00:27: A câmera aumenta seu nível de ampliação e foca em uma aparente fonte de luz durante todo o vídeo, mantendo-a geralmente centralizada e dentro do terço superior do quadro.
Comentário do AARO: Dispositivos celulares do tipo usado para capturar esta gravação empregam autofoco e outras funções automatizadas de processamento de imagem que podem distorcer as características morfológicas e cinemáticas aparentes de objetos distantes, particularmente em alta ampliação.
Outros objetos aparecem no sexto lote
A nova leva de documentos não trata apenas do caso de 1952. Os arquivos também incluem relatos de avistamentos envolvendo militares e civis em anos recentes.
Objetos esféricos observados no Oriente Médio
Um relatório de 2025 do Comando Central dos Estados Unidos, o CENTCOM, descreveu seis objetos pequenos e esféricos agrupados, que teriam sido observados voando a cerca de 480 milhas por hora, o equivalente a aproximadamente 772 km/h.
Segundo os documentos, os objetos mudavam frequentemente de direção. O conjunto de arquivos inclui um vídeo de cerca de um minuto relacionado ao episódio.
Descrição do vídeo:
00:00-00:19: O sensor realiza uma panorâmica para rastrear uma área de contraste, mantendo-a geralmente no centro do quadro.
Esta descrição do vídeo é fornecida apenas para fins informativos. Os leitores não devem interpretar nenhuma parte desta descrição como reflexo de um julgamento analítico, conclusão investigativa ou determinação factual a respeito da validade, natureza ou significado do evento descrito.
Avistamento sobre o Mar Amarelo
Outro registro, de 2023, descreve objetos circulares observados sobre o Mar Amarelo por meio de sensores infravermelhos instalados em uma plataforma militar americana.
O material faz parte da documentação de avistamentos registrados por equipamentos de observação, e não apenas por testemunhas em terra.
Vídeo feito por policial no Colorado
Também aparece nos arquivos um vídeo de aproximadamente 15 minutos gravado em 2023 por um policial do Colorado.
De acordo com o relato, o objeto apresentava luzes vermelhas, azuis e verdes, permanecia silencioso e pairava no céu.
A documentação não estabelece que esses episódios tenham uma origem comum ou que representem tecnologia extraterrestre.
Por que os arquivos estão sendo divulgados agora?
A divulgação do sexto lote de documentos faz parte do processo de desclassificação de informações relacionadas a avistamentos de OVNIs nos Estados Unidos.
O material reúne registros históricos e relatos mais recentes, permitindo que o público tenha acesso a documentos que antes estavam restritos.
A divulgação não equivale a uma confirmação oficial de vida extraterrestre. Ela amplia o acesso a registros de avistamentos e às investigações realizadas pelas autoridades americanas.
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