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“Tábua do sexo” e “filhos da tábua”: o que a denúncia revela

Prática relatada em reportagem utiliza uma estrutura de madeira com orifícios e chamou atenção durante a CPI dos pancadões. Foto: reprodução/redes sociais

Uma denúncia exibida pelo Balanço Geral, da Record, e publicada pelo R7, revelou detalhes de uma suposta prática chamada “Tábua do sexo”, associada a pancadões na cidade de São Paulo. O caso envolve relatos sobre jovens, riscos à saúde e uma dinâmica que dificulta a identificação dos participantes.

Segundo o conteúdo apresentado, a prática utilizaria uma tábua de madeira com vários orifícios. Pessoas ficariam em lados opostos da estrutura, sem contato visual entre si. A situação teria sido descrita como uma forma de manter relações sexuais em meio aos eventos realizados nas ruas.

A prática se assemelha, em parte, aos chamados glory holes, ou buracos da glória em tradução livre, que existe em diversos lugares do mundo e também propõe o sexo entre desconhecidos, visto que trata-se de buracos “estratégicos” em paredes ou divisórias.

A diferença é que isso geralmente se restringe a casas de swing, saunas e outros ambientes liberais, porém controlados, ou seja, não é no meio da rua. Neles é possível praticar sexo oral, tocar nos genitais que estiverem expostos nele ou posicionar o ânus ou a vagina para ser penetrada sem saber quem foi.

A denúncia também menciona a presença de adolescentes entre os envolvidos. Em razão da dificuldade de identificação dos participantes, o conteúdo cita ainda relatos de possíveis gravidezes nas quais não haveria identificação da paternidade. Nesses casos, as crianças seriam chamadas de “filhos da madeira”, expressão atribuída à suposta prática.

Até o momento, entretanto, não há confirmação oficial que permita tratar todas essas alegações como fatos comprovados.

Denúncia sobre a “Tábua do sexo” levantou preocupação com os riscos de saúde envolvendo jovens. Foto: divulgação/reprodução

Relatos apareceram durante CPI dos pancadões

A existência da chamada “Tábua do sexo” não surgiu apenas no conteúdo exibido pela televisão. De acordo com as informações divulgadas, policiais relataram a prática durante a CPI dos pancadões na Câmara Municipal de São Paulo.

A comissão investiga diferentes problemas relacionados aos eventos que acontecem nas ruas da capital. Nesse contexto, surgiram relatos sobre situações de risco envolvendo frequentadores e também sobre a presença de crianças e adolescentes.

O material ainda menciona relatos de crianças aliciadas pelo crime organizado para o uso de armas, além de outras ocorrências associadas aos pancadões.

O que acontece nos pancadões de São Paulo

Os chamados pancadões são eventos noturnos que reúnem grande quantidade de pessoas e costumam ocorrer em vias públicas ou áreas próximas a estabelecimentos comerciais.

Além do som alto, o cenário descrito inclui fogos de artifício e relatos de tiros. Também aparecem denúncias envolvendo drogas, armas e venda ilegal de bebidas para menores de idade.

Nesse ambiente, a chamada “Tábua do sexo” passou a integrar uma lista de situações que despertam preocupação das autoridades e de moradores.

A questão também envolve saúde sexual, já que a dinâmica relatada ocorre sem a estrutura de atendimento e proteção encontrada em ambientes apropriados. A situação pode envolver riscos relacionados a infecções sexualmente transmissíveis e gravidez, além das questões específicas de proteção quando há adolescentes envolvidos.

Relatos apresentados durante a CPI mencionaram diferentes problemas associados aos pancadões da capital paulista. Foto: divulgação/reprodução

Grandes bailes mudaram de formato

As ações de segurança também alteraram a maneira como esses eventos acontecem.

Conforme o conteúdo divulgado, operações policiais desarticularam grandes pancadões. Depois disso, encontros menores passaram a ocorrer principalmente no entorno de adegas e bares irregulares.

A mudança espalhou os eventos por diferentes pontos e criou novos desafios para a fiscalização. Em vez de grandes concentrações, grupos menores passaram a se reunir em estabelecimentos e áreas próximas.

Operação Pancadão investigou possíveis vínculos com o crime

Nesse cenário, a Operação Pancadão passou a investigar possíveis relações entre os eventos e organizações criminosas.

Entre as suspeitas mencionadas estão possíveis ligações com o Primeiro Comando da Capital, o PCC. A informação, porém, não representa uma confirmação de que todos os pancadões tenham envolvimento com a facção.

“Filhos da madeira” e a preocupação com adolescentes

A expressão “filhos da madeira” aparece no contexto mais delicado da denúncia. O termo teria sido usado para identificar crianças nascidas após supostos encontros nos quais a identidade do pai não seria conhecida.

A alegação chama atenção não apenas pela dificuldade de identificação da paternidade, mas principalmente porque o conteúdo associa a prática à participação de adolescentes.

Casos que envolvam suspeita de violência, exploração ou abuso sexual contra menores exigem atuação dos órgãos de proteção. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece mecanismos para garantir os direitos desse público e prevê medidas diante de situações de ameaça ou violação.

O post “Tábua do sexo” e “filhos da tábua”: o que a denúncia revela apareceu primeiro em Diário do Pará.

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