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Influenciadora morta acende alerta: o que é o TCP, facção de viés evangélico que persegue católicos e umbandistas

TCP tem um histórico que salta os olhos: une fé com narcotráfico, tem viés evangélico e persegue católicos e umbandistas nos territórios. Foto: Reprodução

A sigla “TCP”, que apareceu após a morte de uma influenciadora envolvida na morte de um PM no Pará, significa Terceiro Comando Puro, o terceiro maior grupo criminoso armado em atividade no Brasil. O grupo tem um histórico que salta os olhos: une fé com narcotráfico e persegue católicos e umbandistas na área de influência da facção.

O fato curioso do TCP é a simbologia: uma estrela de Davi instalada em pontos altos das comunidades e caixas d’água, misturando o tráfico de drogas com símbolos e discursos evangélicos neopentecostais. A marca também se espalha por meio de pichações em muros com dizeres como “Jesus é dono do lugar” nos territórios sob domínio.

E não é por acaso: reportagem do G1 aponta que o fundador e líder do TCP, Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, se tornou evangélico e junto com a conversão o apelo à intolerância religiosa. Terreiros foram proibidos e imagens de santos, retiradas do Complexo de Israel, o “QG” operacional da facção.

O traficante já foi investigado por ordenar ataques a terreiros de religiões de matriz africana, através do Bonde de Jesus em Duque de Caxias, onde nasceu. Ele mesmo pregava em uma igreja evangélica no município, como contou o G1 em 2019.

Além do Rio de Janeiro

Reportagem da BBC aponta que o TCP foi além dos limites do Rio de Janeiro e chegou a Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Ceará, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, conforme o levantamento feito pela Abin. 

O Pará pode ser uma nova área de expansão do TCP, se confirmada a relação da morte da influenciadora com a disputa de territórios com o CV, no nordeste paraense. Essa informação ainda será investigada pelas autoridades. 

A estratégia encontrada pela facção para expandir territórios é firmar parceria com outros grupos criminosos. No caso do TCP, a parceria é com o PCC, pois ambas são rivais diretas do CV. Dessa forma, o Terceiro Comando se consolida como o terceiro maior grupo armado no Brasil.

Envolvimento da influenciadora 

Evelyn Dantas, de 21 anos, era recém-chegada do Rio de Janeiro e namorada de um dos investigados pelo assassinato do sargento da reserva da PM Antônio Anildo Alves, conhecido como “Boçal”. Ela havia sido presa em flagrante em julho sob a acusação de abrigar entorpecentes e prestar apoio logístico aos atiradores que executaram o militar.

Beneficiada com a liberdade provisória havia poucos dias, Evelyn retornou à residência da família no município paraense. Na madrugada de quarta-feira, dois homens armados invadiram o imóvel, a arrastaram até a rua e efetuaram diversos disparos contra a jovem.

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