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Remo está ligado aos dois títulos nacionais do Uberlândia, 42 anos depois

Uberlândia comemora a conquista da Série D de 2026, 42 anos depois de ser campeão nacional diante do Remo. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O Remo está novamente ligado a uma conquista histórica do Uberlândia. Quarenta e dois anos depois de enfrentar o clube paraense na decisão da Taça CBF de 1984, o time mineiro voltou a conquistar um título nacional.

Desta vez, o adversário foi o ASA. O Uberlândia conquistou a Série D do Campeonato Brasileiro de 2026 neste domingo, 13, diante de sua torcida, no Parque do Sabiá. A conquista fez o clube mineiro alcançar o segundo título nacional de sua história.

A história, porém, passa inevitavelmente pelo Remo.

Em 1984, Uberlândia e Remo decidiram a Taça CBF, competição que corresponde à atual Série B. O time mineiro venceu o primeiro jogo por 1 a 0, no Parque do Sabiá, com gol de Vivinho.

A primeira conquista contra o Remo

Na partida decisiva, o confronto mudou de cenário. O Uberlândia viajou até Belém e encarou o Remo no Mangueirão, diante da torcida azulina.

O clube mineiro segurou o empate em 0 a 0 e conquistou a taça.

Aquela decisão entrou para a história do Uberlândia. Também deixou uma lembrança marcante para o futebol paraense, principalmente pelo ambiente de tensão que cercou a partida no Mangueirão.

O bicampeonato da Série D em 2026

Agora, em 2026, o Uberlândia voltou a comemorar um título nacional.

E a coincidência é justamente o intervalo de 42 anos entre as duas conquistas.

Na Série D, o time mineiro encarou o ASA na decisão. No primeiro jogo, disputado no Coaracy Fonseca, em Arapiraca, o Uberlândia venceu por 2 a 0. João, contra, e Jhonatan Lima marcaram os gols.

Na volta, no Parque do Sabiá, o ASA saiu na frente. O Uberlândia, no entanto, reagiu. Calazans marcou de cabeça, empatou a partida e confirmou o título nacional.

A festa reuniu 36,5 mil torcedores no estádio. A torcida transformou a conquista em uma das maiores celebrações recentes do clube.

Assim, o Uberlândia passou a ostentar dois títulos nacionais. O primeiro veio em 1984, contra o Remo. O segundo chegou agora, em 2026, diante do ASA.

A ligação com o clube paraense torna a história ainda mais curiosa.

Há 42 anos, o Uberlândia precisou ir ao Mangueirão para conquistar seu primeiro título nacional. Agora, depois de uma longa espera, voltou a levantar uma taça brasileira.

Repercussão da conquista

O presidente da SAF do Uberlândia, Fábio Mineiro, destacou o significado da conquista para a torcida.

“Gratidão a Deus e a essa torcida maravilhosa, que depois de 40 anos pode comemorar um título. É gratificante demais. Quero agradecer à cidade, que abraçou um clube centenário e que tem total estrutura para ter um time numa Série B ou numa Série A. Começamos bem, no nosso primeiro ano conseguimos subir. É um começo promissor. Espero que seja o retorno de um gigante. A terceira força de Minas é o Uberlândia”, afirmou.

A Federação Mineira de Futebol também comemorou o retorno do clube ao protagonismo nacional. O presidente Castellar Neto ressaltou a presença da torcida na decisão.

“É um super dia para a Federação Mineira. É uma conquista do tamanho das nossas tradições. Uberlândia é a segunda maior cidade do estado de Minas Gerais, com praticamente um milhão de habitantes. E hoje tivemos casa cheia, com cerca de 40 mil torcedores e uma festa muito bonita. Depois de muitos anos, o Uberlândia volta a ser campeão nacional. Isso é motivo de muito orgulho para Minas Gerais”, declarou.

O atacante Kayke Moreno, que já defendeu Flamengo, Santos, Fluminense e Bahia, também celebrou a conquista e o reencontro da cidade com o futebol.

“Estamos muito felizes em concretizar esse sonho e, de alguma forma, contribuir para a alegria do povo de Uberlândia é incrível. Esse ano foi muito especial, uma reconexão. A gente vê o estádio lotado, todo mundo falando que tinha muito tempo que não viam isso acontecer aqui. Fazer parte disso é algo realmente especial e que a gente vai guardar no coração para sempre”, afirmou.

O técnico Danilo também destacou a força da torcida durante a campanha.

“Quando cheguei no clube, falei que a gente precisava ganhar jogos e trazer o torcedor para o estádio, que merece estar sempre lotado. Para encher o estádio, tem que ganhar, o futebol é assim. Graças a Deus, fomos ganhando aos poucos e conquistamos a confiança do torcedor”, disse.

Agora, o Uberlândia celebra o segundo título nacional de sua história. O primeiro teve o Remo como adversário e terminou com festa mineira no Mangueirão. O segundo chegou 42 anos depois, contra o ASA, com o Parque do Sabiá lotado.

Para o futebol paraense, fica uma curiosa marca na história: o Remo foi o adversário da primeira conquista nacional do Uberlândia e aparece como personagem de uma das histórias mais importantes do clube mineiro.

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