Aos 72 anos, José Roberto Guimarães continua escrevendo seu nome na história do vôlei brasileiro. Nascido em julho de 1954, o técnico acaba de conquistar mais um título com a seleção feminina. Neste domingo, comandou a nova geração feminina de vôlei na conquista do Sul-americano e, por tabela, a vaga nos Jogos de 2028. E de forma impecável. Sem perder set algum e sem contar com Julia Kudiees e Rosamaria, lesionadas. Mas ele se reinventa e sempre tira um truque da manga.
A relação de José Roberto com os Jogos Olímpicos começou ainda como atleta. Em Montreal, em 1976, ele viveu sua primeira experiência olímpica dentro de quadra. Dezesseis anos depois, voltou ao maior palco do esporte, desta vez como treinador, e já estreou com uma conquista histórica.
Em Barcelona, em 1992, José Roberto comandou a seleção masculina brasileira ao ouro olímpico, um título inédito para o vôlei masculino do país. A conquista abriu uma trajetória que atravessaria diferentes gerações e consolidaria o treinador como um dos principais nomes da história do esporte brasileiro.
Depois do ouro em Barcelona, ele voltou a disputar os Jogos como técnico em Atlanta, em 1996. Anos mais tarde, assumiu a seleção feminina e iniciou uma das fases mais vitoriosas do vôlei brasileiro.
Em Pequim, em 2008, José Roberto levou a seleção feminina ao ouro olímpico. Em Londres, em 2012, repetiu o feito e conquistou o bicampeonato olímpico com as mulheres.
A sequência ainda teria mais dois capítulos. Em Tóquio, nos Jogos realizados em 2021, o Brasil ficou com a medalha de prata. Já em Paris, em 2024, a seleção feminina conquistou o bronze.
Ao todo, José Roberto Guimarães acumula três ouros olímpicos, uma prata e um bronze como treinador, além da participação em Montreal como atleta.
Campeão dos dois lados
O currículo tem uma marca que poucos treinadores no mundo podem ostentar: José Roberto é o único brasileiro campeão olímpico no vôlei com seleções dos dois sexos.
O primeiro ouro veio com os homens, em Barcelona, em 1992. Os outros dois foram conquistados com a seleção feminina, em Pequim, em 2008, e Londres, em 2012.
A longevidade também impressiona. Entre sua estreia olímpica como atleta, em 1976, e a última participação como treinador, em Paris 2024, passaram-se 48 anos.
Agora, depois do bronze em Paris, José Roberto segue no comando da seleção feminina para mais um ciclo. O primeiro passo já foi dado com o título do Sul-Americano de 2026 e a classificação do Brasil para os Jogos Olímpicos de Los Angeles.
O “Mr. Olimpíadas” ainda tem mais uma história para contar. Sem histeria na beira da quadra, respeitando todo mundo e principalmente: empilhando conquistas. Vida longa ao Zé!
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