A passagem de Marcos Palmeira pelo Pará ganhou mais um capítulo de forte identificação com a cultura paraense neste fim de semana. Em visita à Ilha do Marajó, o ator foi registrado dançando carimbó em Soure e também conheceu a tradicional Fazenda São Jerônimo, um dos principais empreendimentos de turismo de natureza do município. Os vídeos e fotografias publicados no Instagram neste sábado (12) e domingo (13) passaram a circular entre perfis paraenses, repetindo um fenômeno que acompanha o artista desde que chegou ao Estado para as gravações da série “Brega Story”, para a GloboPlay
Depois de semanas de trabalho em Belém gravando a série, Palmeira aproveitou a passagem pelo arquipélago para mergulhar em experiências típicas da região. Em Soure, visitou a Fazenda São Jerônimo, localizada na Rodovia Soure-Pesqueiro, km 3, na comunidade de Tucumanduba. O empreendimento familiar atua há mais de 25 anos com ecoturismo e agroecologia e preserva uma área ligada há gerações às famílias Brito e Barbosa.
Na fazenda, o ator foi recebido pela família Brito e participou de atividades oferecidas aos visitantes. Entre elas estão percursos por ambientes naturais, contato com búfalos e navegação pelos cursos d’água marajoaras. A Fazenda São Jerônimo informa que seu circuito turístico inclui trilha na mata, passeio de canoa por igarapé, praia, manguezal, nado e montaria com búfalos. Palmeira fez o tradicional passeio de búfalo em direção à Praia do Goiabal e retornou de barco pelas águas do rio Paracauari.
Marcos Palmeira e o carimbó: uma conexão que viraliza
Outro momento chamou ainda mais atenção: Marcos Palmeira entrou na dança e mostrou desenvoltura ao experimentar o carimbó, reforçando a imagem de proximidade que o ator vem construindo com o Estado.
Não é a primeira vez que o carimbó coloca Palmeira no centro das redes sociais durante sua permanência no Pará. Em julho, quando já estava em Belém para “Brega Story”, vídeos do ator dançando o ritmo em uma noite de folga repercutiram fora do Estado. A cena foi noticiada inclusive por veículos nacionais, que destacaram a descontração do artista e sua aproximação com manifestações culturais paraenses.
Paixão pelo Remo, culinária e cultura
Naquela ocasião, Palmeira apareceu também usando uma camisa do Clube do Remo. A combinação de futebol, música e comportamento descontraído provocou grande reação entre internautas. O ator passou a ser visto em diferentes espaços de Belém durante os intervalos das filmagens.
O próprio Palmeira já falou publicamente sobre a experiência. Em julho, ao comentar sua permanência temporária na capital, destacou a riqueza cultural, a culinária e a receptividade dos moradores. Durante o período, também visitou Cotijuba e participou de festas e programações culturais.
“Brega Story”: a série que trouxe Marcos Palmeira ao Pará
A presença prolongada do ator está diretamente relacionada a “Brega Story”, comédia de ação inspirada livremente na história em quadrinhos homônima do artista paraense Gidalti Jr. A produção mergulha no universo do brega e das aparelhagens de Belém, transformando paisagens, sons, personagens e referências culturais do Pará em elementos centrais da narrativa.
Na trama, Marcos Palmeira interpreta Wanderson, um antigo rei do brega que atravessa uma fase de decadência. O destino dele se cruza com o de Rubi, personagem da cantora paraense Zaynara, e Lana, vivida por Jesuíta Barbosa.
Rubi é uma jovem que deixou o interior ainda adolescente e foi para Belém atrás do sonho de se tornar cantora. Enquanto tenta abrir caminho na música, trabalha como garçonete na boate Carruagem. É ali que estabelece forte amizade com Lana, drag queen e artista que reconhece seu talento e a incentiva.
Outro ponto central da história envolve Soraya, interpretada por Gaby Amarantos. A personagem é uma estrela consagrada do brega, ex-parceira musical e ex-mulher de Wanderson. Depois de construir uma carreira de sucesso, ela retorna a Belém para uma turnê comemorativa de 25 anos e passa a exercer influência sobre a nova geração.
Elenco estelar e cenários paraenses
Além de Marcos Palmeira, Zaynara, Jesuíta Barbosa e Gaby Amarantos, o elenco reúne Fafá de Belém, Jhordan Matheus, Leonardo Bittencourt, João The Rocha, Gero Camilo, Diana Klauttau, Keyla Gentil, Leoci Medeiros e Nanego Lira, entre outros nomes. Para Zaynara, a produção representa ainda a estreia como atriz.
Fafá interpreta Xirley, proprietária da Carruagem, uma das casas noturnas mais antigas da Belém ficcional da série. Respeitada no ambiente do brega, a personagem acolhe artistas que procuram oportunidade e assume uma espécie de papel materno na trajetória de Rubi.
A adaptação é assinada por Claudia Jouvin, que também integra a equipe de roteiristas ao lado de André Sirangelo, Lúcia Tupiasú, Bruna Trindade e Mayara Sanchez. Pedro Amorim e Daniela Carvalho comandam a direção. A produção é de Mayra Lucas, pela GLAZ.
Belém virou grande cenário
As gravações começaram em julho de 2026 e fizeram de Belém praticamente mais uma personagem da produção. Marcos Palmeira e outros integrantes do elenco foram vistos em pontos turísticos, mercados, ruas do centro histórico e espaços ligados à música e às aparelhagens.
O Ver-o-Peso esteve entre os cenários. Em agosto, uma aparelhagem no bairro da Cidade Velha recebeu Marcos, Zaynara, Jesuíta Barbosa e João The Rocha para novas sequências. A produção também transformou uma rua da Campina para recriar o ambiente do Círio de Nazaré, com decoração temática e uma pequena procissão cenográfica.
O envolvimento de profissionais paraenses também chama atenção. A atriz marajoara Tata Pacheco, por exemplo, integrou o elenco de apoio e participou de uma sequência com Palmeira, Zaynara e Jesuíta Barbosa. Ela destacou a importância de uma produção desse porte abrir espaço para artistas amazônidas e movimentar diferentes setores da economia audiovisual local.
Série revela universo do brega
A série pretende levar para uma produção nacional um universo raramente colocado no centro da dramaturgia brasileira: o brega, o tecnobrega, as aparelhagens, os artistas populares e a própria dinâmica cultural de Belém.
Enquanto o trabalho não chega às telas, Marcos Palmeira parece ter transformado a temporada paraense em uma experiência que ultrapassa os sets. Depois do Ver-o-Peso, Cotijuba, festas de aparelhagem, culinária e noites de carimbó em Belém, a viagem ao Marajó ampliou esse contato. Em Soure, entre búfalos, rios, paisagens amazônicas e carimbó, o ator voltou a produzir espontaneamente aquilo que nenhuma campanha de divulgação consegue fabricar com facilidade: repercussão e identificação nas redes.
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