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Paysandu demite Júnior Rocha e faz aposta arriscada pelo acesso

Executivo do Paysandu assume responsabilidade por demissão de Júnior Rocha

Demissão de Júnior Rocha: os motivos da saída

Após a demissão de Júnior Rocha, o executivo de futebol do Paysandu, Marcelo Sant’Ana, explicou os motivos que levaram à decisão de trocar o comando técnico justamente na reta final da Série C. Segundo ele, a oscilação apresentada pela equipe nas últimas rodadas pesou para a mudança, mesmo com o treinador tendo sido responsável por uma campanha vitoriosa desde novembro do ano passado.

Sant’Ana destacou que Júnior Rocha comandou o Paysandu em 46 partidas e conquistou três títulos: Copa Norte, Campeonato Paraense e Copa Verde. O técnico também levou a equipe à fase decisiva da Série C. Apesar disso, o executivo avaliou que o momento vivido pelo time exigia uma mudança para as quatro rodadas finais da competição.

“Primeiro, agradecemos pelo trabalho realizado desde novembro do ano passado. Foram 46 partidas, três títulos, Copa Norte, estadual e Copa Verde, além da classificação para a fase final da Série C. Mas vivemos um novo período de oscilação, que já vinha desde a segunda fase da etapa classificatória, e a nossa decisão foi pela mudança de comando nessas quatro rodadas finais”, explicou.

Busca por um novo treinador e desafios da Série C

Agora, a prioridade do Paysandu é encontrar um novo treinador que esteja disponível no mercado. A diretoria pretende discutir rapidamente os nomes para tentar anunciar o substituto o quanto antes.

“A tendência é buscar um treinador que não esteja em outra equipe neste momento. Vamos discutir os nomes o mais rápido possível e, quanto antes, esperamos dar essa novidade para a Fiel Bicolor. A prioridade é a contratação de um novo treinador”, afirmou.

Para Sant’Ana, a mudança ocorre em uma fase na qual os detalhes podem definir o futuro do Paysandu na competição. O clube terá quatro partidas pela frente, sendo duas em Belém e duas fora de casa, na tentativa de conquistar o acesso à Série B.

“O Paysandu vai buscar algo inédito nesta fase da competição. É muito difícil, mas vamos reunir nossas forças. Por isso, existe a necessidade de trazer um novo treinador. Os jogos são parelhos nessa fase final, muito equilibrados, e cada detalhe pode ser decisivo. Foi em cima disso que tomamos essa decisão”, disse.

Decisão difícil, mas necessária para o acesso

O executivo também reconheceu que a escolha pela saída de Júnior Rocha não foi simples. Segundo ele, o treinador tinha condições de permanecer até o fim da temporada e seria apenas o segundo técnico do Paysandu a iniciar e terminar um ano no clube.

“É uma decisão difícil. Como executivo de futebol, sou o primeiro responsável. Sei da grandeza do clube e todos nós tínhamos noção das dificuldades que seriam enfrentadas nesta temporada. O Júnior seria o segundo técnico a conseguir começar e terminar uma temporada no Paysandu. Mas agora é buscar, dentro do nosso alcance, aquilo que é possível ser feito para conseguir esse acesso”, afirmou.

Questionado se a decisão havia sido tomada pela emoção após os últimos resultados, Sant’Ana negou. Ele admitiu que houve erros e acertos ao longo da temporada, mas defendeu que a mudança foi pensada a partir do cenário da reta final.

“Não é o ideal tomar uma decisão pela emoção. Temos que trabalhar dentro das possibilidades que temos. É assumir a decisão, saber que tivemos erros e acertos na temporada e fazer a diferença com essa mexida. Temos dois jogos em Belém e dois fora e vamos buscar fazer a nossa pontuação”, concluiu.

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