Morreu neste sábado (12), aos 80 anos, Paulo Angioni, um dos mais longevos executivos de futebol do Brasil. O dirigente estava internado no Rio de Janeiro e tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro.
Angioni trabalhava atualmente no Fluminense, clube pelo qual tinha grande identificação e onde estava em sua quarta passagem. Ao longo de mais de quatro décadas dedicadas ao futebol, também passou por clubes como Vasco, Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia e Olaria, além de ter trabalhado na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O Fluminense confirmou a morte do dirigente na manhã deste sábado e destacou sua trajetória como um dos pioneiros da função de executivo de futebol no país.
No clube carioca, Angioni participou de um dos períodos mais vitoriosos da história recente do Fluminense. Desde seu retorno, em 2018, esteve ligado às conquistas da Taça Rio de 2020, das Taças Guanabara de 2022, 2023 e 2026, dos Campeonatos Cariocas de 2022 e 2023, além da Libertadores e da Recopa Sul-Americana.
A relação com o Fluminense começou ainda no início dos anos 2000. Torcedor tricolor desde a infância, Angioni teve sua primeira oportunidade de trabalhar no clube em 2000 e, desde então, construiu uma ligação que se manteve ao longo da carreira.
Carreira começou no Vasco
Angioni iniciou sua trajetória profissional no futebol no começo dos anos 1980, depois de deixar o clube Municipal, na Tijuca, para trabalhar no Vasco. Permaneceu no clube por 14 anos e ganhou espaço em uma função que ainda começava a se profissionalizar no futebol brasileiro.
Em 1989 e 1990, também trabalhou na Seleção Brasileira como supervisor. Ao longo da carreira, passou por alguns dos principais clubes do país e acumulou títulos estaduais, nacionais e internacionais.
Um dos momentos mais marcantes foi a conquista da Libertadores de 2023 pelo Fluminense, primeiro título continental da história do clube.
Formado em psicologia e administração esportiva, Angioni também defendia uma abordagem mais ampla na gestão dos jogadores. Ainda durante sua passagem pelo Vasco, ajudou a levar profissionais de psicologia para dentro do departamento de futebol.
Em entrevista ao ge em 2023, explicou que a convivência com os atletas era uma das principais razões para continuar trabalhando no futebol.
“O jogador é a razão da minha vida no futebol”, afirmou na ocasião.
Angioni deixa uma trajetória de mais de 40 anos no futebol e uma carreira marcada pela passagem por grandes clubes, pela formação de atletas e por relações construídas ao longo de décadas no esporte.
Fonte: GE
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