Neymar montou um time para chamar de seu. Paga dívidas do clube, participa das decisões, escolhe onde quer jogar e, agora, parece também ajudar a definir quem joga ao seu lado. O Santos passou a funcionar cada vez mais sob a influência do camisa 10 e de seu pai, Neymar da Silva Santos, em um modelo que lembra o adotado por Lionel Messi no Inter Miami.
A lógica é parecida: formar um elenco com jogadores próximos, amigos, parceiros e atletas nos quais existe confiança. Neymar, que nunca escondeu a admiração por Messi, parece seguir uma cartilha semelhante à do argentino.
A própria influência do craque brasileiro ficou evidente quando comentou sobre os novos reforços do Santos.
“Trouxe dois! Um já tem 20 gols, que é o Gabigol. Arthur dispensa comentários na posição que exerce. Coutinho, meu sonho”, afirmou Neymar.
A frase deixa claro que o camisa 10 não se limita ao papel de jogador. Neymar opina, sugere nomes e demonstra publicamente quais jogadores gostaria de ter por perto.
A fórmula de Messi
No Inter Miami, Messi também ajudou a criar um ambiente cercado de velhos conhecidos. O argentino teve papel importante na reunião de nomes que fizeram parte de sua trajetória no Barcelona, como Jordi Alba, Sergio Busquets e Luis Suárez.
O elenco ainda contou com outros jogadores próximos ao astro, como Rodrigo De Paul, companheiro de seleção argentina, e Javier Mascherano, que também fez parte da história de Messi no Barcelona e posteriormente assumiu o comando técnico do Inter Miami.
O resultado foi praticamente uma espécie de “Barcelona” particular de Messi na MLS, reunindo jogadores que já conheciam o craque, seu estilo e sua maneira de jogar.
Nomes ligados a Neymar no Santos
No Santos, a lista de nomes ligados direta ou indiretamente a Neymar também chama atenção.
Gabriel Barbosa, o Gabigol, chegou ao clube emprestado pelo Cruzeiro e tem uma relação próxima com o camisa 10. O atacante também é namorado de Rafaella Santos, irmã de Neymar. Seu cunhado, portanto.
Philippe Coutinho é outro nome desejado pelo craque. Os dois se conhecem desde as categorias de base e dividiram a Seleção Brasileira, inclusive na Copa do Mundo de 2018.
Rodinei e Everton Cebolinha também passaram a fazer parte do radar do Santos em meio à reconstrução do elenco.
Arthur, outro jogador próximo de Neymar desde os tempos de Seleção Brasileira, também aparece entre os nomes que receberam o aval do camisa 10.
A diferença é que, no Santos, a influência de Neymar acontece em um clube que atravessa dificuldades financeiras e que depende de uma combinação de receitas, investimentos e decisões da direção para reconstruir o elenco.
Existe um método para justificar o gesto do ‘menino’ Ney: aproximar atletas de confiança, criar um ambiente conhecido e dar ao principal astro influência sobre a formação do time. E o Peixe, do outrora rei Pelé, virou um clube particular de um ex-menino da Vila, hoje mais endinheirado, influente e que consegue manipular quem está no comando do bicampeão mundial Santos.
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