A estudante de Nutrição Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, foi morta a facadas na tarde de sexta-feira (11), enquanto trabalhava distribuindo panfletos em frente a uma academia em Londrina, no norte do Paraná. Um homem de 21 anos foi preso após o crime e, segundo informações divulgadas sobre o depoimento, admitiu a autoria e relatou à polícia que pretendia cometer violência sexual contra a jovem. O caso permanece sob investigação da Polícia Civil do Paraná (PCPR).
Thaissa estava na reta final da graduação em Nutrição no Centro Universitário Filadélfia (UniFil). Ela havia sido contratada recentemente para trabalhar na divulgação de uma academia localizada na Avenida Celso Garcia Cid, na zona leste da cidade. O estabelecimento ainda não havia sido inaugurado.
As informações disponíveis até este sábado (12) apontam que o suspeito se aproximou da estudante enquanto ela entregava panfletos e teria pedido informações sobre a academia. Em seguida, segundo relatos reunidos pela imprensa local, ele teria solicitado que Thaissa mostrasse o interior do estabelecimento.
Suspeito confessa intenção de crime sexual
Após ser preso, o suspeito declarou à polícia que já observava a estudante havia algum tempo antes da abordagem e que pretendia cometer um crime sexual. Segundo a versão atribuída a ele, Thaissa resistiu e tentou escapar. A jovem acabou atacada com diversos golpes de faca e morreu no local.
Outras informações preliminares indicam que a vítima teria lutado para fugir do agressor. Os dois teriam descido uma escada em direção ao estacionamento e chegado à área interna de um barracão, onde ocorreu o ataque. Essa dinâmica ainda integra a apuração policial e deverá ser esclarecida oficialmente durante a investigação.
O suspeito foi detido e permanece preso. A PCPR informou ao Metrópoles que continua investigando o caso. A apuração deverá esclarecer integralmente a sequência dos acontecimentos, as circunstâncias da abordagem e a responsabilização criminal do investigado.
Thaissa estava concluindo faculdade
A morte provocou forte comoção em Londrina, principalmente entre familiares, amigos e integrantes da comunidade acadêmica. Thaissa tinha apenas 21 anos e estava na fase final do curso de Nutrição da UniFil.
A Prefeitura de Londrina divulgou nota lamentando a morte e prestando solidariedade aos familiares e amigos da estudante. O município classificou a morte como brutal e associou o episódio ao cenário de violência enfrentado por mulheres no país.
O Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem) também se manifestou. A entidade destacou que Thaissa tinha projetos, vínculos familiares e uma trajetória acadêmica em construção. Em nota, afirmou que a violência responsável pela morte da universitária não deve ser analisada de maneira isolada e integra um problema estrutural acompanhado pelo laboratório.
Familiares também cobraram justiça. Em manifestação neste sábado, uma prima da estudante falou sobre a dimensão da perda e pediu responsabilização pelo crime, além de apoio psicológico aos parentes atingidos pela morte.
Investigação e despedida
O velório de Thaissa começou às 7h deste sábado (12), na Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf). O sepultamento estava previsto para ocorrer por volta das 17h, no Cemitério Padre Anchieta.
A Polícia Civil mantém as investigações. Embora o suspeito tenha feito declarações sobre a autoria e a intenção sexual atribuída à abordagem, a dinâmica completa e o enquadramento jurídico definitivo dependerão da conclusão do inquérito e das demais etapas da persecução penal.
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