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Caso Bacabal: Família ainda aguarda resposta da PF sobre crianças achadas nos EUA

A família dos irmãos desaparecidos em Bacaba não recebeu nenhum comunicado sobre as crianças brasileiras entre as resgatadas nos EUA.

A advogada que cuida do caso dos irmãos desaparecidos em Bacabal, Nathaly Moraes, informou que a família não recebeu nenhum comunicado sobre as possíveis crianças brasileiras entre as resgatadas nos EUA. 

A hipótese ganhou força após uma operação na Florida que resgatou 163 menores, vítimas de tráfico humano. Após a operação, a família dos irmãos desaparecidos no Maranhão pediu ao Consulado Brasileiro informações sobre a possibilidade de os pequenos estarem entre os resgatados. 

A mãe das crianças, Clarice Cardoso, compareceu à sede da PF na capital maranhense para coleta de material genético para contribuir em uma eventual identificação das crianças. Porém, até o momento, a família afirma que não há nenhuma resposta oficial. “Não descartamos nenhuma possibilidade de identificação”, diz a nota da assessoria da mãe das crianças.

A advogada do caso disse que a família “não vai parar” até que as informações sejam esclarecidas e divulgadas de forma oficial. “Seguiremos acompanhando o caso com responsabilidade, cautela e firmeza, aguardando o pronunciamento oficial das autoridades competentes”, finaliza a nota.

Interpol entra no caso 

Após a operação nos EUA, a Interpol ofereceu ajuda para colocar os irmãos de Bacabal na rota internacional de buscas. As ferramentas incluem cooperação policial em 197 países, o que possibilita cruzar dados, monitorar fronteiras e facilitar a repatriação caso os irmãos sejam localizados no exterior.

Apesar da expectativa, a defesa e as autoridades ressaltam que o apoio da Interpol não significa que as crianças tenham sido encontradas ou que haja confirmação de que estejam fora do país. 

Da mesma forma, não há indícios de que Ágatha e Allan estejam entre os menores resgatados na operação policial nos Estados Unidos.

O desaparecimento

Os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael sumiram no dia 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Elas saíram para brincar acompanhadas do primo Anderson Kauã, de 8 anos.

O primo foi localizado sozinho e com vida três dias depois em uma área de mata. Na ocasião, mobilizações que reuniram bombeiros, policiais e cerca de 2 mil voluntários realizaram varreduras intensas em rios e matagais da região, sem encontrar pistas conclusivas.

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