Mercado Financeiro

Dólar Comercial R$ 5,22 ▲
Euro R$ 5,64 ▲
Bitcoin +3.2% ▲

Editorias

Fora da lista de Ancelotti, Marcelo Rangel detalha como parou Pedro, do Flamengo: ‘Foi Deus’

Rangel explica defesaça contra Pedro pelo Remo

Marcelo Rangel ainda colhe os efeitos da defesa que fez diante do Flamengo-RJ. Quase uma semana depois de impedir, à queima-roupa, um gol de Pedro — convocado na última terça-feira (8) para a Seleção Brasileira —, o goleiro do Remo continua sendo lembrado pelo lance que ganhou destaque nacional.

A defesa também reacendeu uma discussão que interessa diretamente ao Fenômeno Azul: o futuro de Rangel no clube. No Baenão desde 2023, o goleiro tem contrato com o Remo somente até o fim deste ano e ainda não teve a renovação oficializada.

Aos poucos, ele se transformou em um dos nomes mais identificados com a torcida azulina. São 129 partidas pelo Leão, além de um título do Campeonato Paraense, uma Supercopa Grão-Pará e dois acessos no Campeonato Brasileiro.

Em depoimento à Remo TV, Rangel relembrou os altos e baixos vividos durante as três temporadas no clube e falou sobre a responsabilidade de vestir a camisa azulina diante do Fenômeno Azul.

“Eu sempre coloco Deus nas minhas entrevistas porque Ele me dá a oportunidade de estar trabalhando, estar com saúde, estar em campo, e tudo isso é dado por Ele. Então, nós temos que fazer o melhor primeiramente para Deus, o que automaticamente reflete nas defesas em campo”, afirmou.

O goleiro também destacou tudo o que já viveu desde que chegou ao Baenão.

“Eu já vivi muita coisa dentro desse clube nesses três anos, coisas boas, dificuldades que passamos e acabamos superando, dando a volta por cima. Então, toda vez que temos a oportunidade de estar entrando em campo, é o sentimento de como se fosse a primeira vez. É o sentimento de que você tem que mostrar, fazer o seu melhor, lutar a cada bola, acreditar em cada bola e incentivar os companheiros a continuarem acreditando de alguma forma”, disse.

SONHO REALIZADO

Rangel ressaltou ainda o peso de defender o Remo na Série A. Para ele, disputar uma partida de primeira divisão diante de um estádio lotado representa a realização de um sonho construído desde as categorias de base.

“Todas as vezes que eu entro em campo, estou representando uma grande torcida, que é o Fenômeno. Não apenas eu, mas meus companheiros também. E isso temos que levar, porque é uma motivação a mais. Você está jogando hoje uma Série A do Campeonato Brasileiro em um clube gigantesco como o Clube do Remo. É o sonho de toda criança lá atrás, quando começa a jogar futebol nas escolinhas e nas categorias de base”, afirmou.

O goleiro citou ainda a dimensão da partida contra o Flamengo, disputada diante de cerca de 50 mil pessoas no Mangueirão.

“O sonho dela é chegar ao profissional e jogar jogos como foi esse último, com 50 mil pessoas no estádio, defendendo uma grande camisa, com 11 milhões no mundo inteiro assistindo. É um sentimento de responsabilidade, alegria e satisfação de participar de um momento como esse, em um clube grandioso igual ao Clube do Remo”.

Agora, o desafio é outro. Na próxima segunda-feira, o Leão Azul enfrenta o Bahia, em Salvador, pela 27ª rodada do Brasileirão. Na luta contra o rebaixamento, o Remo precisa transformar as boas atuações individuais em pontos.

Mesmo após a derrota para o Flamengo, Rangel mantém o discurso de confiança.

“Vamos batalhar até o final e dias melhores virão pela frente. Acredito que o nosso objetivo vai ser alcançado e temos que colocar isso todos os dias internamente. O grupo está bem consciente disso”.

DEFESA QUE VIROU CARTÃO DE VISITAS

A defesa diante de Pedro acabou se tornando o principal assunto em torno de Marcelo Rangel nos últimos dias. O reconhecimento, porém, não tira do goleiro a prioridade pelo resultado coletivo.

Desde o fim da partida, ele repete que trocaria o destaque individual pelos três pontos.

“Sabemos que todo desempenho individual é importante para o resultado do coletivo, mas, acima de tudo, os pontos são o que mais importam para mim e para todos do nosso grupo. Com certeza, eu falei após a partida que trocaria o desempenho individual pelo resultado positivo, que eram os três pontos. Mas, infelizmente, não aconteceu”, afirmou.

Rangel explicou que o lance foi resultado de uma orientação repetida diariamente nos treinamentos pelo preparador de goleiros Daniel Crizel: acreditar em todas as bolas.

“Foi uma defesa que não vemos todos os dias. A gente vem treinar, vem para cá, se prepara e tenta fazer o melhor possível a cada lance. O Daniel, nos treinamentos, costuma falar para nós, goleiros, acreditarmos em todas as bolas, reagirmos em todas as bolas, porque, se estiver no nosso raio de ação, podemos estar ali para fazer a defesa. Foi o que aconteceu”, explicou.

Segundo Rangel, a velocidade da finalização exigiu concentração e reação imediata.

“Eu estava totalmente concentrado, foi uma bola muito rápida para dentro da área, teve uma boa finalização do atacante e eu pude reagir e acreditar que a bola viria no meu raio de ação. Consegui fazer a defesa e ficou marcada como uma grande defesa”, completou.

O goleiro também dividiu os méritos com a comissão técnica e os companheiros de posição.

“Até então, na minha carreira, foi uma das mais bonitas que fiz. Fico feliz por ter realizado aquela defesa, porque é mérito de muito trabalho, não apenas meu, mas de toda a comissão de goleiros e dos outros goleiros. Quem vai para dentro de campo representa todos os outros. Fico muito feliz e vou continuar trabalhando com humildade para que outras defesas possam acontecer e para poder ajudar o clube”, ressaltou.

Rangel ainda detalhou a parte técnica do lance. Segundo ele, a defesa reuniu fundamentos trabalhados diariamente: posicionamento, concentração, explosão, força, velocidade de reação e reflexo.

“A técnica e a concentração do momento. Naquele caso, a gente fica com o quadril baixo para poder reagir e, quando você faz o giro de corpo, se joga no vazio acreditando que a bola vem no seu raio de ação. Foi o que aconteceu. Tem todo um trabalho: técnica, força, explosão, velocidade de reação e reflexo, que são importantíssimos. É um trabalho do dia a dia, aliado às oportunidades que Deus dá para a gente”.

O post Fora da lista de Ancelotti, Marcelo Rangel detalha como parou Pedro, do Flamengo: ‘Foi Deus’ apareceu primeiro em Diário do Pará.

Compartilhe:

WhatsApp
X
Facebook
Threads